A Liga portuguesa de futebol assegura, em comunicado, que o plano apresentado para a retoma das competições desportivas não previa a ocupação da Tribuna Presidencial por sócios ou adeptos dos clubes.

Em resposta às acusações do Benfica, depois de a Direção-Geral de Saúde ter impedido a entrada de adeptos nos camarotes do estádio da Luz, a Liga Portugal adianta que o plano admitia uma ocupação máxima de 50% nas tribunas presidenciais. No entanto, os lugares em causa estariam reservados para elementos regulamentarmente previstos para a equipa visitante, dois elementos da Federação Portuguesa de Futebol e representantes da Liga em funções no jogo.

“Ora, resulta claro que na ocupação da Tribuna Presidencial que em nenhum momento se considerou a presença de sócios ou adeptos, mas sim o estipulado regulamentarmente e a orientação deste espaço para a presença de entidades regulamentares e/ou protocolares, aliás como tivemos oportunidade recente de verificar nos jogos da UEFA Champions League, realizados no nosso país, onde foi visível a presença das mais diversas representações protocolares e institucionais.”

Considera por isso que, “qualquer interpretação distinta da que aqui está descrita é abusiva e desenquadrada daquilo que ficou acordado”. Sobre o teor do comunicado do Benfica, a Liga recusa “esgrimir acusações públicas com um dos seus associados”.

A Liga acrescenta que remeteu o plano para a Direção-Geral de Saúde, mas não recebeu daquela entidade qualquer reparo ou recomendação de melhoria ao documento. E garante que o documento elaborado com os departamentos médicos e os departamentos de futebol de todas as sociedades desportivas, contempla “as orientações relativas à organização dos jogos das competições profissionais da época desportiva 2020-21, que integram as normas e procedimentos estabelecidos na orientação 036/2020 da Direção-Geral da Saúde, que qualificou o futebol como uma atividade de risco médio”.

E recorda que tem uma reunião marcada no dia 2 de outubro Secretaria de Estado da Saúde e a Direção-Geral da Saúde, para a continuidade do debate sobre a integração faseada de público nos estádios e onde será também abordada a possibilidade de ocupação de zonas corporate do estádio, algo que não se encontra permitido no plano de organização de jogo em vigor”.