O FC Porto rematou seis vezes à baliza no Bessa e marcou cinco vezes. Uma eficácia acima da média por parte dos dragões, que abriram o marcador antes de que o guarda-redes do Boavista fizesse uma única defesa e resolveram nos segundos 45 minutos um jogo que estava muito complexo à ida para o intervalo. Para Sérgio Conceição, a diferença esteve nas correções que fez na equipa durante os 15 minutos em que esteve no balneário antes do arranque da segunda parte.

Sérgio precisou de um “ai, Jesus” para ver a Oliveira dar fruto (a crónica do Boavista-FC Porto)

“A diferença teve a ver com a forma como definimos a entrada do último terço, na primeira parte também podíamos ter feito o golo. É verdade que o Boavista também conseguiu sair algumas vezes, mas mais por demérito nosso do que propriamente por mérito deles. Lembro-me de um remate [à baliza do FC Porto], mas não me lembro de ter criado perigo”, começou por explicar o técnico dos dragões. “Corrigimos algumas situações em que não estávamos tão bem em termos defensivos e foi extremamente importante para depois ferirmos o adversário, foi uma segunda parte à FC Porto, à imagem do ano passado. Lembro-me de uma situação em que o Marchesín fez uma boa defesa apenas na segunda parte, nada mais. Golos fantásticos, bonitos, trabalhados e que os jogadores interpretaram na perfeição. Houve momentos de alto nível, ao nível do jogo jogado”, concluiu Conceição.

Certo é que o FC Porto não ganhava por uma diferença de cinco golos desde a goleada ao Coimbrões, na Taça de Portugal da época passada — no Campeonato, este resultado não acontecia desde 2017, no Bonfim, contra o V. Setúbal. Mais do que isso, há 29 anos que os dragões não tinham um saldo de golos marcados e sofridos tão positivo nas duas primeiras jornadas da Liga: em 1991/92, marcaram sete e não sofreram nenhum, enquanto que esta temporada já levam oito e sofreram apenas uma vez.

Também na flash interview falou Sérgio Oliveira, que marcou o segundo golo do FC Porto, assistiu Marega para o terceiro e ainda esteve envolvido no lance do quarto, também concretizado pelo avançado maliano. “[A diferença na segunda parte foi] essencialmente porque somos mais fortes fisicamente. Sabíamos que ia ser um jogo difícil e a primeira parte foi muito disputada. Ao intervalo fizemos algumas alterações, continuámos com a mesma intensidade e conseguimos a vitória”, começou por dizer o médio português.

“É sempre importante fazer golos, o 1-0 deixou-nos mais tranquilos. Fizemos uma segunda parte excelente, fomos completamente superiores e não há nada a dizer. O mais importante são os três pontos. Conheço bem o mister Vasco Seabra, quando estava no P. Ferreira ele estava nos juniores. Ele trabalha bem e desejo-lhe tudo de bom, assim como ao Boavista. Agora temos de pensar no jogo com o Marítimo”, atirou Sérgio Oliveira, que reconheceu depois a importância de o FC Porto estar atualmente a jogar de início com 11 jogadores que já estavam no clube na época passada. “É importante, conhecer os companheiros é ótimo. No entanto, o grupo é forte, os que estão a chegar estão a entrosar-se e isso é bom porque a época é longa”, concluiu o jogador.