“A devoção dos Super Dragões ao FC Porto é merecedora de um prémio. Em março, a mais antiga claque portista viu-se impedida de apoiar as equipas azuis e brancas no interior dos recintos desportivos. Mesmo assim, o grupo fundado em 1986 continuou a seguir o emblema da Invicta pelo país fora ao longo dos meses seguintes e provou ser um elemento fundamental na conquista do campeonato e da Taça de Portugal por parte dos heróis da Dobradinha. No dia do 127.º aniversário do FC Porto, os Super Dragões recebem o Dragão de Ouro para Parceiro do Ano”. Os azuis e brancos festejam esta segunda-feira mais um ano de vida e foi desta forma que explicaram a entrega de um dos prémios do dia à principal claque, com o presidente dos dragões, Pinto da Costa, a dar o galardão ao líder do grupo organizado de adeptos, Fernando Madureira, em pleno Estádio do Dragão.

“É com enorme satisfação que, em nome dos Super Dragões, recebo este troféu. Com muito orgulho e muita alegria, estamos numa fase atípica em que não podemos apoiar o clube dentro dos estádios, fizemos isso no final da última época e no início desta, desde fora dos estádios. É com enorme orgulho que recebo este prémio. Quero dizer que este prémio é de todos que, ao longo destes 34 anos deram a vida pelo clube e pela claque, sempre em prol do FC Porto. Como disse o presidente, este prémio é o reconhecimento do nosso trabalho, dedicação e empenho. É com enorme alegria que recebo este troféu. Quero dedicar a todos os Super Dragões que, durante estes 34 anos, fizeram parte da história desta claque e também aos que, entretanto, já partiram. É desde 1986 e até sempre”, comentou após a cerimónia Fernando Madureira, em declarações ao Porto Canal.

Pepe (Atleta do Ano), Fábio Vieira (Atleta Jovem do Ano) e Joaquim Faria de Almeida (Dirigente do Ano) foram outros dos galardoados do dia, todos eles recebendo o Dragão de Ouro em diferentes categorias que distinguem os melhores de 2019/20, numa lista a que se juntaram mais tarde Sérgio Conceição (Treinador do Ano), Corona (Futebolista do Ano), João Mário (Atleta Revelação do Ano), Fernando Cerqueira (Sócio do Ano), Seninho (Recordação do Ano), Torbjörn Blomdhal (Atleta Amador do Ano), António Areia (Atleta de Alta Competição do Ano), José Carlos Esteves (Carreira) ou Hugo Nunes e Jorge Rocha (Quadro do Ano).

“Receber o meu segundo Dragão de Ouro é extremamente gratificante, é o reconhecimento do que dou todos os dias por este clube, pelos meus companheiros e pelas pessoas que estão à volta do clube. Ser da família do FC Porto é um sentimento que não dá para descrever. Agradeço ao presidente por me ter dado a possibilidade de voltar ao meu clube, ao clube pelo qual tenho muito carinho. Também pela coragem que teve para me trazer de volta a casa, quando outros diziam que era difícil voltar. Até para mim também, poderia ter escolhido outra opção, mas quis este desafio porque é um clube que me deu tudo e queria voltar para dar o meu contributo no que for preciso, dentro e fora de campo”, comentou o central, eleito como Atleta do Ano.

“A minha sensação quando ganhei o primeiro Dragão de Ouro era completamente diferente da de hoje. São distinções que têm muito significado para mim porque atrás deste Dragão de Ouro está muito trabalho, dedicação e rigor. Procuro fazer isso para levar o meu clube o mais longe possível e honrar com o meu suor a confiança que as pessoas têm para comigo. Tento superar-me todos os dias para ajudar os meus companheiros e o clube a ir o mais longe possível”, acrescentou Pepe, entre agradecimentos à família, a toda a estrutura incluindo “empregados de limpeza, agora ainda mais porque temos essas pessoas sempre a desinfetar e é muito duro” e à “nação portista”: “Demonstrou que quando estamos juntos somos muito fortes e espero que assim seja no futuro.”