O presidente da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, Luís Newton, acusou esta terça-feira a autarquia de “inventar burocracias que aumentam a complexidade” da campanha de vacinação contra a gripe na cidade.

“Ao contrário do que defende o presidente da Câmara de Lisboa [Fernando Medina], as juntas de freguesia não devem substituir-se aos centros de saúde em matéria de vacinação”, considera Newton, acrescentando que “devem, sim, trabalhar articuladamente para que nada falhe”.

Em causa está um dispositivo de proximidade anunciado na semana passada pelo presidente do município, que garantirá a vacinação contra a gripe a todos os munícipes idosos que queiram ser vacinados.

Nós estamos neste momento a montar um dispositivo pela cidade de Lisboa, que irá mobilizar todas as juntas de freguesia, as corporações dos bombeiros voluntários, os serviços e equipamentos da Câmara Municipal de Lisboa para que possamos, no prazo de poucas semanas, assegurar a vacinação dos cerca de 165 mil idosos contra a gripe”, afirmou Medina.

No entender de Luís Newton, também presidente da Junta de Freguesia da Estrela, “os enfermeiros devem ser mobilizados para irem ao encontro dos mais vulneráveis, deslocando-se às suas casas”, deslocações que devem ser feitas em horário pós-laboral “e com as devidas horas extraordinárias, mantendo a total operacionalidade dos centros de saúde”.

“As juntas de freguesia não devem ser usadas para fomentar estruturas paralelas, subalternizando e mesmo duplicando os serviços já prestados pelos centros de saúde e complicando os registos de vacinação”, acrescenta, em comunicado.

O partido propõe também que “se usem os veículos usados para o apoio domiciliário no período de confinamento para fazer esta grande campanha de vacinação, transportando enfermeiros para servirem quem mais precisa”.

“Os casos de necessidade seriam sinalizados em colaboração entre as juntas e os centros de saúde”, esclarece Newton.

“Juntas de freguesia com postos médicos terão obviamente a tarefa facilitada na gestão deste processo, tendo apenas de gerir disponibilidades. Juntas sem postos médicos poderão eventualmente estudar uma solução complementar com as farmácias”, sugere o autarca.