A PlataformaDança — Associação Nacional de Dança foi constituída para reunir profissionais e instituições da dança, de todo o país, desde bailarinos, professores, escolas e companhias, e defender os interesses específicos da área, anunciou hoje a organização.

De acordo com Pedro Fidalgo Marques, representante da plataforma, a entidade foi constituída formalmente na terça-feira, para prosseguir várias iniciativas que reclamem, junto do Governo, o “reconhecimento da especificidade desta atividade”.

A ação da PlataformaDança destacou-se, no início deste ano, quando promoveu uma petição com 6.103 assinaturas, entregue na Assembleia da República, pedindo a definição de regras específicas na reabertura da atividade das cerca de 300 escolas de dança do país, face à pandemia.

No entanto, de acordo com Pedro Fidalgo Marques, a associação agora formalizada “pretende ser mais abrangente incluindo também professores, bailarinos, companhias, estruturas, e todos os profissionais ligados à dança”.

A sua constituição tem como objetivos, abordar questões como o estatuto do bailarino, o estatuto do trabalhador das artes, a certificação de professores de dança, a regulamentação do ensino de dança, o apoio às artes, entre outros.

Autorizadas desde 01 de junho a retomar a atividade, de acordo com as regras e medidas de segurança que o Governo e a Direção-Geral da Saúde definiram para as atividades desportivas no quadro da pandemia covid-19, muitas permaneceram fechadas porque não conseguiram garantir a sustentabilidade, tal como em atividades de outros setores.

O setor das escolas de dança envolve aproximadamente 500 estabelecimentos de ensino, 70.000 alunos e 5.000 profissionais, segundo os dados da plataforma.