O Marquês de Borba tem ótima boca – os sete vinhos que ostentam este rótulo acompanham os mais variados tipos de refeição. Da entrada à sobremesa.

A comida
Ostras ao natural
O vinho
Marquês de Borba Espumante Rosé

Portugal é tanto um país de bons vinhos como é de bons bivalves. Juntar os dois à mesa é, por essa razão, um hábito tão lógico que devia ser mais frequente. Para o comprovar, siga-se esta sugestão: Marquês de Borba Espumante Rosé bem fresco (6-8 ºC) no copo e a famosa ostra portuguesa, a crassotrea angulata, no prato. Uma espécie que quase se extinguiu no final dos anos 70, mas que tem vindo a ser recuperada com sucesso, sobretudo no estuário do Sado. À sua textura firme e sabor complexo junta-se a elegância e frescura deste espumante com notas de citrinos e biscoitos. Por outras palavras: um casamento perfeito.

A comida
Tábua de queijos 
O vinho
Marquês de Borba Vinhas Velhas Branco

Uvas e queijo, garante o provérbio, sabem a beijo. E mesmo que não haja uvas sobre a mesa, o seu néctar fermentado – o vinho – pode bem desempenhar esse papel. Sobretudo se for o vinho certo para potenciar as características dos queijos em questão. Como o Marquês de Borba Vinhas Velhas Branco. É um branco, sim, e de aspeto cristalino, mas o estágio de oito meses em barricas de carvalho francês e húngaro junta à sua mineralidade e frescura natural, a estrutura, a tosta e até uma certa gordura. Servido à temperatura certa, 10º a 12 ºC, será capaz de tornar uma simples tábua de queijos num banquete inesquecível.

A comida
Combinado de sushi
O vinho
Marquês de Borba Colheita Branco

Os vinhos Marquês de Borba existem desde 1997. Nessa altura, não era fácil encontrar um bom restaurante de sushi em Portugal. E ainda menos um onde fosse possível acompanhar a refeição com um vinho apropriado. Hoje, felizmente, isso não é problema. Não só abundam os excelentes restaurantes do género, como muitos deles têm garrafeiras bem apetrechadas, onde, por exemplo, será possível encontrar o Marquês de Borba Colheita Branco. Um vinho para ser servido a 8º/10 ºC com notas cítricas, ligeiramente mineral, cuja estrutura e acidez lhe dão compleição suficiente para acompanhar até as peças do sushiman mais criativo.

A comida
Pasta al tartufo
O vinho
Marquês de Borba Vinhas Velhas Tinto

Vamos subir a fasquia e introduzir nesta experiência um ingrediente nada fácil de harmonizar com vinhos: a trufa. Não falamos da negra, mais comum, mas da branca, requintadíssima e com uma época própria, entre novembro e o final do ano. Para a fazer brilhar, basta colocar umas pequenas raspas sobre linguini – ou outro tipo de pasta semelhante – com um molho à base de manteiga e queijo parmesão. E o vinho? Aposte-se no Marquês de Borba Vinhas Velhas Tinto, servido a 16º ou 18 ºC, que tem grande concentração de fruto no nariz e algumas notas de especiarias. O volume na boca e os taninos aveludados são, acima de tudo, uma belíssima almofada para a intensidade de sabor presente neste prato. Capice?

A comida
Cozido à portuguesa
O vinho
Marquês de Borba Colheita Tinto

Ao contrário do que se possa pensar, o cozido à portuguesa não é uma criação 100% nacional. Na verdade, existem receitas semelhantes no conceito e no formato um pouco por toda a Europa. O nosso será um herdeiro dos cocidos espanhóis. Aqui, tal como lá, cada região tem a sua versão, com pequenas variantes a nível das carnes e dos acompanhamentos. O que não muda, porém – de Trás-os-Montes aos Açores – é a necessidade de harmonizar a receita com um bom vinho tinto, servido entre os 15º e os 17 ºC, que tenha estrutura e bom equilíbrio entre fruta, acidez e taninos. Por outras palavras, um Marquês de Borba Colheita Tinto.

A comida
Bife Wellington
O vinho
Marquês de Borba Reserva Tinto

O Marquês de Borba existe de facto e é primo afastado de João Portugal Ramos. O título nobiliárquico foi atribuído primordialmente pela rainha D. Maria I em 1811, três anos antes da atribuição, em Inglaterra, de outro igualmente decisivo para este texto, o do duque de Wellington, a Arthur Wellesley, o militar que derrotou as tropas de Napoleão em Waterloo. E porquê decisivo? Porque o célebre bife Wellington – alegadamente batizado em honra do duque – é o prato ideal para acompanhar o Marquês de Borba Reserva Tinto, um vinho potente e elegante, com excelente concentração aromática e um final longo e distinto. Um vinho que sendo de vanguarda, é de guarda: tem um grande potencial de envelhecimento.

A comida
Pastel de nata
O vinho
Marquês de Borba Late Harvest

O acompanhante mais frequente do rei da pastelaria nacional – o pastel de nata – costuma ser o café expresso, vulgo bica. Mas o mais recente elemento da família Marquês de Borba, o Late Harvest, uma colheita tardia 100% Arinto, mostra-se um rival à altura. Sobretudo se servido à temperatura correta – entre 6º e 8 ºC – de forma a realçar os seus aromas a casca de toranja, notas florais e mel. O equilíbrio que apresenta entre doçura e acidez fazem-no não só ser uma excelente guarda de honra do pastel de nata, como aqui se sugere, mas também de doces conventuais ainda mais açucarados. O café pode sempre ficar para depois.