O setor da banca deverá perder, em 2020 e nos próximos dois a três anos, cerca de cinco mil trabalhadores dos principais bancos (BCP, Caixa Geral de Depósitos, Montepio, Novo Banco, Santander e BPI), avança o Público, que cita o Sindicato dos Bancários do Norte.

Ao jornal, o vice-presidente, Álvaro Guerra da Fonseca diz que a estimativa não se baseia em dados oficiais, dado que, exceto nalguns casos, os bancos não divulgam as intenções de despedimento, mas em informação que vai “chegando aos sindicatos”. Parte das saídas são para a reforma ou em rescisões por mútuo acordo.

A pandemia poderá estar a apressar estes cortes com pessoal, admite Guerra da Fonseca. Ao mesmo tempo, as contratações de serviços a empresas terceiras estão a aumentar. Os sindicatos têm denunciado pressões para a saída dos colaboradores, como a exigência de metas quase impossíveis de cumprir.

Contactados pelo Público, os bancos não confirmam os despedimentos na dimensão estimada pelo sindicato.

Banca prepara mais saídas de trabalhadores e fecho de agências

O Montepio, por sua vez, já anunciou a saída de “entre 600 e 900” pessoas. O Observador já tinha noticiado que tinham sido enviados planos ao Banco de Portugal para a redução estimada de 804 colaboradores.

Montepio. 804 saem por reforma e mútuo acordo. Bancários recebem 67 mil euros cada um, em média

A Associação Portuguesa de Bancos estimou que, entre 2011 e 2019, a banca tenha perdido mais de 10 mil trabalhadores.