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Ao contrário do que é tradição, desta vez para a Honda, à terceira não foi de vez. O fabricante japonês já esteve presente na F1, a disciplina máxima do desporto automóvel, em três ocasiões, pelo que muitos esperavam que a terceira tentativa fosse a altura ideal para conquistar a vitória no mundial de construtores. Mas tudo indica que tal não irá acontecer.

A primeira incursão pelo mundial de F1 ocorreu entre 1964 e 1968, sem grande sucesso. Especialmente quando comparada com a segunda, entre 1983 e 1992, período durante o qual a marca nipónica se sagrou campeã entre 1986 e 1991 através da Williams e da McLaren.

A Honda decidiu regressar em 2015, já com os motores híbridos, tecnologia igualmente em voga nos modelos de série, embora o fabricante japonês não figure entre os mais avançados neste domínio. Os primeiros três anos com a McLaren não foram um sucesso e os seguintes, com a Toro Rosso (depois rebaptizada AlphaTauri) e a Red Bull, resumiram-se a magras vitórias, mas sem a possibilidade de materializar estes resultados em títulos mundiais, de pilotos ou de construtores.

A notícia do abandono a partir do final do próximo ano por parte da Honda foi uma surpresa, com o fabricante de motores a alegar que “a indústria automóvel atravessa um período de grande transformação”, o que é fácil de constatar, acrescentando ainda que se “satisfaz por ter conseguido obter algumas vitórias”, meta que fica necessariamente longe dos objectivos originais.

A saída da Honda deixa a F1 com apenas três fabricantes de motores, Mercedes, Ferrari e Renault (que para o próximo ano passará a promover a sua marca desportiva Alpine). O lugar deixado vago pelo construtor japonês na Red Bull e na AlphaTauri deverá ser ocupado pela Alpine, por ser aquela que, de momento, conta com menos “equipas clientes”.

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