A ministra da Coesão Territorial alertou esta sexta-feira que o Estado “não conseguirá sozinho” ultrapassar a crise atual, apelando à união entre “empresas e outras instituições” para evitar que “corra mal”.

Em Leiria, onde entregou simbolicamente o galardão Empresa Gazela 2019 à empresa Lubrifuel III, escolhida por ser a que apresentou maior volume de negócios no concelho onde existe o maior número de empresas Gazela (14 entre os 112 distinguidos), Ana Abrunhosa sublinhou a necessidade de “não esquecer o papel das empresas neste contexto de pandemia”.

Muitas vezes dizemos que é o Estado que nos vai salvar desta crise, mas só o vai conseguir fazer de braço dado com as empresas e com as outras instituições da área social e cultural”, disse a ministra, reforçando que “o Estado sozinho não conseguirá contornar os desafios que temos”.

E avisou: “Se não formos unidos, se não formos coesos, se não trabalharmos para o mesmo fim vai correr mal. E nós não vamos deixar que corra mal”.

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A ministra da Coesão Territorial defendeu que os apoios comunitários anunciados para Portugal “sejam utilizados não para voltarmos ao que tínhamos antes da covid”:

É muito importante que este pacote de fundos que vamos ter à nossa disposição sirva para nos fortalecermos, para inovarmos, para fazermos diferente e, sobretudo, para fazermos melhor e para fazermos juntos: Estado, autarquias, as empresas, as associações empresariais, as IPSS, todos juntos”.

Ainda sobre o Plano de Recuperação e Resiliência, a ministra garantiu que, “ao contrário do que alguns têm dito”, o documento “é também um plano para as empresas”.

Não pode ser de outra maneira: é um plano para ajudarmos as nossas empresas a entrarem mais no mundo da digitalização, para serem cada vez mais amigas do ambiente, para se qualificarem cada vez mais, a internacionalizarem-se, a enriquecerem. Só sendo mais enriquecidas é que podem pagar melhores salários e, com isso, melhorar a qualidade de vida de todos nós”, disse.

Na sede da Lubrifuel III, em Leiria, município “inspirador” e “exemplo” para Portugal por constituir “uma das zonas mais dinâmicas em termos empresariais”, Ana Abrunhosa defendeu o alargamento “ao resto do país” do galardão entregue pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a que presidiu antes de ir para o Governo.

Este galardão sublinha a capacidade das empresas pequenas crescerem. Nomeadamente num indicador muito importante, do número de trabalhadores e exportações: desde 2015 a 2018 o número de trabalhadores que as empresas Gazela emprega triplicou. Passou de 1.261 em 2015 para quase 3.500 em 2018″, apontou.

E, dirigindo-se aos responsáveis e trabalhadores da empresa galardoada, lembrou que “80% das empresas Gazela são pequenas empresas”, assumindo que “o motor do desenvolvimento da nossa economia e da Europa são empresas como” esta.