Ganhou sete dos oito duelos individuais no jogo, falhou o primeiro passe aos 64′ e tornou-se o defesa mais novo de sempre a marcar pelo Sporting sendo um lateral cada vez mais ofensivo. Nuno Mendes teve aquilo que no final iria descrever como “um dia para guardar para sempre” mas entrou também de forma paralela na história verde e branca com um fantástico golo onde roubou a bola ao primeiro, passou pelo segundo, fintou o terceiro de calcanhar e rematou rasteiro perante a saída de Samuel. De forma inevitável, o jovem jogador de 18 anos foi o MVP do triunfo verde e branco em Portimonense, depois da pesada derrota caseira frente ao LASK Linz.

Nuno Mendes não desiste. Por ele e pelo clube (a crónica do Portimonense-Sporting)

“Estive bem mas sem os colegas e sem os meus treinadores não era possível. Como foi o golo? Cada lance é como se fosse o último, encarei-o assim para fazer golo. É um golo que tem um grande significado para mim e posso dizer que vou guardar este dia para sempre”, destacou o lateral na zona de entrevistas rápidas da SportTV, antes de encerrar em paralelo a eliminação da Liga Europa. “Agora só interessa é que estamos bem no Campeonato, com duas vitórias [em dois jogos, tendo um ainda em atraso]. O resto já passou”, acrescentou.

Apenas pela quarta vez nos últimos 50 anos, o Sporting conseguiu vencer os dois primeiros encontros da Liga sem sofrer golos, com a particularidade de, nove meses depois, ter ganho duas partidas consecutivas na condição de visitante. Com isso, integram com Gil Vicente e Santa Clara o lote de equipas que ainda não sofreram golos esta temporada, ao mesmo tempo que é, a par do Benfica, a única apenas com vitórias somadas. Em paralelo, e num plano mais individual, se Nuno Santos marcou o primeiro golo pelo Sporting ao terceiro jogo pelos leões, Gonçalo Inácio e Bruno Tabata fizeram a estreia com a camisola verde e branca promovida pelo técnico Rúben Amorim, que no final falou de um triunfo justo e voltou a pedir apoio para a sua jovem equipa depois de uma conferência de imprensa de antevisão onde tinha deixado alguns “recados” internos.

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“Entrámos bem no jogo, com qualidade na bola. Não durou assim tanto tempo mas isso tem a ver com a juventude da equipa. Controlámos bem e nesses primeiros 30 minutos podíamos ter resolvido. Depois agarrámo-nos uns aos outros e foi assim até ao fim. A última derrota foi muito dura mas o resultado não reflete o que se passou. Esta equipa sentiu muito o resultado e precisa de toda a gente à volta deles. Entendo a divisão que existe no Sporting, entendo que o treinador jogou muitos anos naquele lado e é difícil alguns entenderem isso mas estes rapazes precisam da ajuda deles, pois são formados no Sporting e eles sentiram essa derrota. Mas talvez da idade e da forma como se agarram uns aos outros, deixaram uma imagem forte”, salientou Rúben Amorim.

Em relação ao mercado de transferências, que tem esta segunda-feira o seu último dia, o técnico passou ao lado pela imprevisibilidade desse dia sempre diferente no futebol. “Queria realçar o trabalho da equipa, o sacrifício com pouco tempo para recuperar. De realçar a entrada do [Bruno] Tabata, que entrou bem e praticamente sem treinar. Mercado? Não quero falar, tudo pode acontecer. Não é bom dizer uma coisa e poder acontecer outra”, disse.