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“O mundo, que já estava muito endividado em 2019, vai ficar ainda mais endividado no pós-Covid” – e Portugal está “no lote de países mais problemáticos”, avisou esta terça-feira Nazaré Costa Cabral, presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP). A responsável disse não partilhar do “otimismo voluntarista” que alguns têm manifestado – de que devido às taxas de juro ultra-baixas a dívida não é um problema – e acrescentou: há uma “saturação”, uma “exaustão”, das fontes comuns de receita fiscal.

“Infelizmente a história mostra-nos que, em matéria de dívida pública, o céu não é o limite. Portugal, pelo seu histórico, apresenta fragilidades e a sua dívida pública, não apenas pelo seu montante mas pelos fatores de gestão que a envolvem, apresenta-se como uma dívida pública insegura, volátil, muito suscetível a choques adversos, e em que qualquer simples gatilho pode tornar incomportáveis os respetivos custos associados”, afirmou Nazaré Costa Cabral durante um evento organizado em Lisboa pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

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