O Hospital de Braga vai assinar na quinta-feira os acordos coletivos de trabalho (ACT) com as diferentes estruturas sindicais, para garantir igualdade salarial e laboral a todos os trabalhadores, foi esta quarta-feira anunciado.

A assinatura do acordo foi divulgada em comunicado pelo hospital de Braga, depois de, ao longo do último ano, a adesão aos ACT ter sido reivindicada pelos sindicatos, através de greves e manifestações.

Fonte hospitalar referiu à Lusa que o protocolo vai permitir assegurar “igualdade salarial e laboral” a todos os trabalhadores.

A última greve naquele hospital registou-se em 21 de setembro e foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN), cujo coordenador alertou para a “inadmissível” discriminação que resulta da não aplicação dos ACT.

“Há assistentes técnicos com mais de 10 anos de casa que estão a ganhar 645 euros, quando os que entraram depois da mudança da gestão já ganham 693. São situações injustas, surreais, inadmissíveis”, sublinhou.

Em causa estão cerca de 800 trabalhadores das carreiras gerais, sobretudo assistentes operacionais, mas também assistentes técnicos.

Discriminados sentem-se, igualmente, 168 enfermeiros que, segundo o sindicato, estão a receber 1.060 euros em vez dos 1.201 “previstos na lei”.

A discriminação está igualmente relacionada com a carga laboral, que para alguns é ainda de 40 horas semanais, de acordo com o sindicato

O Hospital de Braga foi gerido pelo Grupo Mello Saúde até 31 de agosto de 2019, data a partir da qual a gestão passou para a esfera pública.

Os sindicados dizem estar desde essa altura à espera da aplicação dos ACT.