O Governo angolano mantém, por mais um mês, a cerca sanitária à província de Luanda, capital de Angola, bem como a cerca nacional, que continua a ter como pré-requisito a realização do teste RT-PRC ao novo coronavírus.

A informação foi esta quarta-feira avançada pelo chefe da Casa Civil da Presidência da República, Adão de Almeida, na atualização da situação de calamidade pública, no âmbito das regras de contenção e combate à pandemia de Covid-19, que vão vigorar até 07 de novembro.

Adão de Almeida disse que a nova regra permite a entrada e saída de Luanda, sem necessidade de autorização, apenas sendo obrigatório a realização de um teste, com resultado negativo, para a movimentação de pessoas.

O governante angolano disse que a cerca sanitária para Luanda tem vindo a ser objeto de bastante discussão e de avaliação, no que respeita ao perfil epidemiológico, frisando que pouco mais de 90% dos casos continuam concentrados em Luanda, que é a única ainda com circulação comunitária do vírus, por isso continua a recomendar a manutenção da cerca, para impedir a expansão às outras províncias angolanas.

Segundo Adão de Almeida, mantêm-se as exceções para a entrada e saída do território angolano, nomeadamente o regresso de cidadãos nacionais no exterior do país, a vinda de profissionais estrangeiros ou cidadãos estrangeiros com visto de trabalho ou residência em Angola.

As viagens oficiais são igualmente permitidas, de ajuda humanitária e de entrada e saída de doentes em situações de emergência médica, continuando proibida a trasladação de cadáveres quer de Angola para outros Estados e vice-versa, sempre que a causa da morte seja a Covid-19.

As entradas para Angola quando feitas por via aérea, no quadro da retoma dos voos, são feitas dispensando autorizações, estando dependente da realização de um teste RT-PCR pré-embarque, realizado 72 horas antes da viagem, o preenchimento de um formulário de registo de viagem e a assinatura de um termo de compromisso no que respeita ao cumprimento das várias regras.