O Kremlin admitiu esta quinta-feira “grande preocupação” pelo aumento dos casos de coronavírus na Rússia, que esta quinta-feira registou perto de 11.500 novas infeções, segundo o centro operativo do Governo russo.

“Efetivamente, os dados são motivo de grande preocupação”, assinalou na conferência de imprensa diária o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, acrescentando que se trata de um aviso para que todos os cidadãos permaneçam “em alerta”.

O porta-voz indicou ainda que o número de casos continuará a aumentar “a menos que cada um tire as suas conclusões em relação ao uso da máscara e ao respeito pelas normas de higiene e sanitárias”.

No entanto, Peskov assegurou que a Rússia está mais preparada face à ameaça do coronavírus porque o país mobilizou e reajustou o seu sistema de saúde pública.

Nas últimas 24 horas, a Rússia registou 11.493 contágios por coronavírus nas 85 regiões do país, e 191 mortes. Um terço dos novos casos, que nas últimas semanas atingiram níveis que não eram registados desde maio, ocorreram na capital russa e na região de Moscovo.

Na capital foram confirmados 3.323 novos contágios e na região de Moscovo 443, o número mais elevado desde 25 de junho. Outros 461 casos foram detetados em São Petersburgo.

O presidente da câmara municipal de Moscovo, Serguei Sobianin, ordenou que pelo menos 30% dos trabalhadores de cada empresa trabalhe até 28 de outubro a partir de casa, e encerrou as escolas primárias e secundárias até 18 de outubro. Previamente tinha recomendado aos maiores de 65 anos, e às pessoas com doenças crónicas, que permaneçam em suas casas até ao final do mês.

Mais de 20 regiões russas registam até ao momento um primeiro aumento da incidência do coronavírus após a primeira vaga na primavera, e em 15 foi detetado um aumento “repetido”, indicou Vasili Akimkin, diretor do Centro de investigação epidemiológica do Rospotrebnadzor, o regulador sanitário da Rússia, citado pela agência noticiosa Tass.

Desde o início da pandemia foram detetados na Rússia 1,3 milhões de casos da Covid-19, e 22.056 mortes associadas a esta doença infecciosa.