O Novo Banco anunciou ter fechado a venda da participação que ainda detinha no capital da GNB não vida de 25% ao Crédit Agricole que já controlava o resto da seguradora. A operação foi feita por 15,9 milhões de euros e deverá representar um impacto positivo nos resultados deste ano da ordem dos seis milhões de euros.

Este ganho contrasta com a perda gerada na venda da GNB Vida em 2017 e que tem sido uma das operações mais polémicas realizadas ao abrigo do mecanismo de capital contingente.

Em comunicado, a instituição liderada por António Ramalho afirma que “com esta transação, o Banco cumpre o último dos 33 compromissos previstos no acordo com a DGComp (direção-geral da concorrência da União Europeia) para 2019”. Nessa medida, a gestão espera que o Novo Banco esteja “em situação preferencial para que 2020 seja o último ano de reestruturação e limpeza de balanço focalizando a sua estratégia no plano de transformação e foco no futuro do negócio bancário em 2021”.

No entanto, este objetivo pode esbarrar com a crescente resistência política às injeções de capital feitas ao abrigo do mecanismo de capital contingente, onde ainda sobram 912 milhões de euros da almofada contratada com o comprador, a Lone Star.

A travagem dos empréstimos do Estado ao Fundo de Resolução para cumprir os compromissos de capitalização do Novo Banco, associados às perdas geradas em ativos problemáticos, obriga a encontrar fontes alternativas de financiamento. Esta situação leva a que haja uma pressão para o banco reduzir a chamada de capital, ao abrigo deste mecanismo, que será feita em 2021 e face aos resultados de 2020.

Por outro lado, a polémica em volta da gestão destes ativos também travou novas vendas, em particular de créditos em incumprimento, o que pode adiar o reconhecimento das perdas que permitiriam terminar essa limpeza pretendida pela gestão do banco.