Antonín Panenka está em risco de vida. A informação foi avançada pelo Bohemians Praha 1905, um clube checo onde o antigo jogador é presidente honorário, através das redes sociais. Numa publicação curta, o clube explicou que Panenka testou positivo para a Covid-19 e que o seu estado de saúde piorou nos últimos dias, estando agora ligado a máquinas de suporte de vida numa Unidade de Cuidados Intensivos de um hospital de Praga.

O Bohemians Praha 1905 indicou ainda, no comunicado, que não está disponível para comentar o estado de saúde de Panenka, que é tido como “sério”, e pediu respeito pela privacidade da família. Entretanto, clubes como o Sparta Praga e até a seleção nacional da República Checa já enviaram mensagens de apoio ao antigo jogador de 71 anos.

Panenka, recorde-se, ficou na história por ter inventado uma forma original de marcar penáltis que acabou por ficar conhecida no futebol pelo próprio nome do jogador checo. Tudo começou na final do Europeu de 1976, entre a então Checoslováquia e a então RFA — na decisão por grandes penalidades, depois de um 2-2 nos 120 minutos, Panenka ficou com o quinto e decisivo pontapé. Se marcasse, a Checoslováquia era campeã europeia. Com o guarda-redes Sepp Maier pela frente, o médio correu, tocou a bola por baixo subtilmente e viu o remate entrar tranquilamente pelo centro da baliza. Nesse dia, nasceu o Panenka, agora interpretado como um ato de atrevimento e quase loucura pelos jogadores que o repetem. Sergio Ramos, a título individual, é um dos nomes do futebol atual que mais vezes recorda a ideia do antigo jogador checo.

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Depois de se estrear profissionalmente no Bohemians Praha 1905, o clube onde agora é presidente honorário e que fez o comunicado sobre a saúde do antigo jogador, Panenka mudou-se para o Rapid Viena em 1981, onde conquistou dois Campeonatos e chegou à final da Taça dos Campeões Europeus (perdida para o Everton). Ficou até 1985, ano em que se transferiu para os também austríacos do VSE St. Pölten, passando ainda por Slovan Viena, ASV Hohenau e Kleinwiesendorf, sempre na Áustria, até acabar a carreira em 1993, aos 45 anos.

Foi na seleção, porém, que Panenka acabou por ganhar maior relevância, tendo sido internacional em 59 ocasiões entre 1973 e 1982. Depois da conquista do Campeonato da Europa de 1976 na Jugoslávia, a Checoslováquia ficou em terceiro no Europeu seguinte, em 1980, tendo perdido no apuramento do terceiro lugar com uma seleção italiana que tinha Dino Zoff, Baresi e Tardelli.