Um contingente de 104 militares dos três ramos das Forças Armadas parte esta quinta-feira para a República-Centro Africana (RCA), para integrar as missões da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia (UE) na região, foi esta quinta-feira anunciado.

Segundo nota publicada no “site” do Estado-Maior-General das Forças Armadas, “34 destes militares, da Marinha, do Exército e da Força Aérea” vão juntar-se aos 21 militares já presentes no contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia na República Centro-Africana (EUTM RCA).

O comando desta missão de treino foi assumido no passado dia 18 de setembro pelo Brigadeiro-general Paulo Neves de Abreu, do Exército Português, funções que assumirá durante o próximo ano.

“Os restantes 70 militares fazem parte do Destacamento Avançado da 8ª Força Nacional Destacada, na Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana”, adita a nota.

A alguns meses de uma eleição presidencial de alto risco, prevista para dezembro, e apesar do acordo de paz assinado em fevereiro de 2019, a RCA continua confrontada com a atuação das milícias e o Governo controla apenas uma pequena parte do país.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka. Um acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, em fevereiro de 2019 por Governo e por 14 grupos armados, e um mês mais tarde as partes entenderam-se sobre um governo inclusivo, no âmbito do processo de paz.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017. Neste momento, está naquele país a 7.ª Força Nacional Destacada, constituída por 180 militares, integrada na Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA).