A Fundação Portuguesa do Pulmão, em parceria com o Hospital de Santa Maria, no Porto, lançou uma campanha de oferta de vacinas contra a doença pneumónica para reforçar a imunidade nos grupos de risco, anunciou na sexta-feira.

No âmbito da campanha “Juntos contra a Pneumonia”, e num período em que Portugal pode estar a enfrentar uma segunda vaga de Covid-19, a Fundação Portuguesa do Pulmão criou uma Bolsa de Vacinas para apoiar quem está mais fragilizado perante a doença, sublinhou, em comunicado.

Desta forma, irão ser oferecidas 100 vacinas pneumocócicas às quais se podem candidatar pessoas com uma prescrição médica, idade superior a 65 anos – comprovada por cartão de cidadão mesmo que não apresentem qualquer patologia subjacente — e consideradas grupo de risco para pneumonia, com a apresentação de declaração médica referindo a sua inclusão num destes, referiu. Os primeiros 100 utentes terão a vacina antipneumónica e a sua administração gratuitas, suportadas pela Fundação Portuguesa do Pulmão e pelo Hospital de Santa Maria.

Nunca, como agora, foi tão evidente a importância de garantirmos a proteção de quem está mais fragilizado. Doenças graves como a pneumonia são potencialmente fatais e transversais à sociedade, no entanto, e apesar de a podermos evitar através de vacinação, a pneumonia continua a matar uma média de 16 pessoas por dia no país, vincou.

Segundo a fundação, há casos de pneumonia ao longo de todo o ano, mas é na época da gripe que se dá o maior aumento de episódios. E, nesta altura e ano em particular, é fundamental que se aposte na prevenção de doenças para as quais já existe vacina, entendeu.

“A Fundação Portuguesa do Pulmão entende que, dada a situação de pandemia que estamos a enfrentar, todas as pessoas com mais de 65 anos, só pelo fator idade, constituem um grupo de risco. Queremos evitar que desenvolvam infeções respiratórias graves e isso só é possível com a administração da vacina antipneumónica”, referiu José Alves, médico pneumologista e presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, citado na nota.

Neste período de “grande incerteza” devido ao atual crescimento dos casos de covid-19, José Alves considerou que é essencial proteger os grupos de risco. Com esta ação, para além de sensibilizar para a necessidade da realização da vacina, a fundação e o hospital estão a contribuir para oferta da mesma a pessoas que não teriam acesso a ela, salientou.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de um milhão e sessenta e três mil mortos e mais de 36,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. Em Portugal, morreram 2.062 pessoas dos 83.928 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.