Tal como o Observador noticiou, em Agosto, a Ford informou que havia um problema grave nos seus Ford Kuga híbridos plug-in (PHEV), que corriam o risco de se incendiar se a sua bateria recarregável, com uma capacidade de 14,4 kWh, fosse… recarregada. Só que a informação que a Ford então avançou, que apontava para problemas nos Kuga PHEV fabricados até Junho de 2020, foi entretanto actualizada e para pior.

Segundo o fabricante, o mau funcionamento tem a ver com o circuito de alta voltagem da bateria que, sob determinadas circunstâncias, ou seja, quando está ligada à corrente para recarregar, corre o risco de se incendiar, levando potencialmente à destruição do veículo.

Se tem um Kuga, não carregue a bateria. Pode arder

Se em Agosto o problema dizia respeito aos veículos que saíram da linha de montagem até 25 de Junho deste ano, agora abrange todos os modelos produzidos, o que equivale a 33.404 unidades comercializadas na Europa e todas elas saídas da fábrica da Ford em Valência, Espanha.

O risco de incêndio é estranho, uma vez que o aquecimento depende da potência de carga e o Kuga PHEV não pode recorrer a carga rápida (DC) e tem montado um carregador interno com apenas 3,6 kW, ou seja, pouco mais do que se pode extrair de uma tomada lá de casa. Resta saber quando é que a marca norte-americana terá a questão resolvida.