O Governo Regional da Madeira assinou esta segunda-feira os primeiros contratos-programa com os pescadores, armadores e apanhadores, concedendo-lhes um apoio financeiro extraordinário na ordem dos 1,25 milhões de euros pela atividade desenvolvida em plena pandemia da Covid-19.

Demos hoje [segunda-feira] mais um passo, no sentido de o Governo Regional cumprir com o compromisso que assumiu com os pescadores, armadores e apanhadores”, disse o secretário do Mar e das Pescas do executivo madeirense, Teófilo Cunha (CDS-PP).

Este apoio é referente à atividade desenvolvida durante os meses de maio, julho e julho, que permitiu “assegurar o abastecimento de peixe às populações”. O governante madeirense destacou “o empenho dos pescadores e armadores durante um período difícil e de incertezas” provocado pela pandemia da Covid-19.

O apoio atribuído pelo Governo da Madeira é constituído por “verbas exclusivas do Orçamento da Região”.

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“O pescador recebe 438,81 euros por cada mês e os armadores 766 euros, podendo este montante subir conforme o tamanho da embarcação”, explicou Teófilo Cunha, salientando que “estes pescadores e armadores não cessaram a atividade durante a pandemia, mantiveram a economia a funcionar e, com isso, garantiram o abastecimento de peixe à população”.

Face ao aumento de casos de Covid-19 na Madeira, Teófilo Cunha não se quis comprometer com o reforço do montante destes apoios, comentando ser “necessário aguardar pela evolução da pandemia”. Contudo, reforçou que “o Governo Regional está sempre disponível para apoiar a pesca e os pescadores”.

Questionado sobre a situação da falta de mão-de-obra e a burocracia que limita a entrada de estrangeiros para esta atividade, o governante respondeu que “essa questão não se põe”.

“Primeiro temos de dar emprego aos madeirenses”, sublinhou.

De acordo com os últimos dados divulgados no domingo pela autoridade regional de Saúde, a Madeira regista 95 casos positivos de Covid-19 e um total de 283 situações confirmadas desde o início da pandemia, sinalizada a 16 de março.

Segundo o Instituto de Administração de Saúde da Madeira (IASaúde) dos 95 positivos, 88 são casos importados, detetados na operação de despistagem montada no Aeroporto da Madeira, e apenas sete são de transmissão local.