O Governo da Nova Zelândia anunciou esta segunda-feira um acordo para comprar 1,5 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 fabricada pelas farmacêuticas alemãs Pfizer e BioNTech, a serem entregues no primeiro trimestre de 2021.

As autoridades neozelandesas não especificaram o custo da aquisição, sujeita à conclusão bem sucedida de todos os ensaios clínicos, de acordo com um comunicado conjunto do ministro da Saúde, Chris Hipkins, e da ministra da Ciência e Inovação, Megan Woods.

A compra, a primeira da Nova Zelândia, servirá para vacinar 750 mil pessoas.

O Governo neozelandês vai continuar as negociações com outras empresas farmacêuticas para assegurar a aquisição de doses suficientes para os quase cinco milhões de habitantes do país, de acordo com a nota.

“Os acordos adicionais assegurarão que uma vez concluída a carteira [de vacinas], teremos vacinas contra a Covid-19 suficientes para toda a população“, disse a ministra da Ciência, que antecipa novos anúncios em novembro.

A Nova Zelândia, cujo governo foi elogiado pela gestão eficaz da pandemia, acumulou um total de 1.515 infeções, incluindo 25 mortes, desde que o país registou o primeiro caso.

O país oceânico recuperou praticamente a normalidade, com o Governo a garantir que não há doentes infetados localmente, registando-se 45 casos ativos, todos de pessoas vindas do estrangeiro.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de um milhão e setenta e quatro mil mortos e mais de 37,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.