Os deputados eleitos pelo Livre anunciaram esta terça-feira que vão boicotar as eleições para as presidências das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) por considerarem o processo “uma farsa com aspeto de eleição” e uma escolha “que não existe”.

O Livre “considera que as eleições que se realizam hoje, dia 13 de outubro, são uma farsa com aspeto de eleição e que a escolha não existe”, pode ler-se numa nota enviada à imprensa pelo partido. Com deputados eleitos nas câmaras municipais de Lisboa e de Felgueiras, o partido aponta que o acordo entre o PS e o PSD chegaram “resulta na existência de candidatos únicos à maioria das CCDR”, transformando-as numa “simulação de legitimidade eleitoral”.

Para o partido da papoila, estas eleições são uma “tentativa de substituição por parte do governo da necessária e fundamental regionalização”, pretendendo com esta ação “relançar o debate sobre o processo de regionalização e o necessário referendo”.

Citados em comunicado, os deputados Paulo Muacho e Patrícia Gonçalves, eleitos por Lisboa, salientam que não foram apresentados programas nem feitos debates sobre a matéria com os membros do colégio eleitoral, apontando que “face à composição dos órgãos autárquicos de cada região, já se sabe à partida que partido tem a maioria e conseguirá a presidência da CCDR”. Já o deputado eleito por Felgueiras, Mário Gaspar, lembra que o modelo defendido pelo partido da papoila defende a “eleição direta dos responsáveis políticos”.