A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi de -0,1% em setembro, em linha com a estimativa rápida divulgada no final de setembro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A taxa foi inferior em 0,1 pontos percentuais à registada em julho.

Segundo o INE, o indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de -0,2%, taxa inferior em 0,1 pontos percentuais à registada em agosto e superior à estimada no final de setembro (de -0,1%).

A variação mensal do IPC foi 1,0% (-0,3% no mês precedente e 1,1% em setembro de 2019).

A variação média dos últimos doze meses manteve-se em 0,1%.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, por sua vez, registou uma variação homóloga de -0,8%, taxa inferior em 0,6 pontos percentuais à do mês anterior e inferior em 0,5 pontos percentuais ao estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em agosto de 2020, a variação do IHPC português tinha sido idêntica à da área do Euro).

O IHPC registou uma variação mensal de 0,8% (-0,3% no mês anterior e 1,4% em setembro de 2019) e uma variação média dos últimos doze meses nula (valor inferior em 0,1 pontos percentuais ao registado no mês precedente).

O Ministério das Finanças espera que o IPC registe uma deflação de 0,1% este ano, mas aponta para uma inflação em 0,7% no próximo, segundo o relatório do Orçamento do Estado para 2021 que acompanha a proposta de Lei do Governo para o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) entregue na segunda-feira à noite no Parlamento.

No documento, “e de acordo com as estimativas das instituições”, o Governo aponta ainda que a inflação medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) fique entre os -0,2% apontados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e os 0,2% do cenário ‘one-hit’ da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), “após registar um crescimento de 0,3% em 2019”.

Para 2021, o crescimento previsto para os preços no consumidor oscila entre 0% (cenário double-hit da OCDE) e 1,4% (FMI). A previsão do atual cenário aponta para uma redução de 0,1% para 2020 e um aumento de 0,7% em 2021, enquadrando-se nos intervalos anteriormente referidos”.

A Comissão Europeia estimou em junho uma inflação nula para Portugal em 2020, apontando para uma subida dos preços de 1,2% em 2021.

Já o Conselho das Finanças Públicas previu, em setembro, uma inflação de 0,1% para 2020 e de 0,7% para 2021.

O Banco de Portugal, que não apresentou números para 2021, estimou uma inflação nula para este ano.