Um total de 61.789 alunos e 1.132 professores foram afetados, desde 2017, pelos ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, disse na segunda-feira o Presidente moçambicano.

“Desde o início dos ataques em 2017, foram afetadas 138 escolas, 45 das quais foram destruídas, afetando 61.789 alunos e 1.132 professores”, declarou Filipe Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano falava durante um encontro com profissionais da área da educação na Presidência da República, num evento alusivo ao Dia dos Professores em Moçambique, que na segunda-feira se assinalou.

Segundo Filipe Nyusi, os alunos e professores mais afetados pela violência armada em Cabo Delgado são dos distritos de Mocímboa da Praia, Quissanga e Macomia e, além de provocarem a paralisação das aulas, os grupos armados naquela província destruíram total e parcialmente várias instalações dos serviços distritais de educação.

O Presidente moçambicano disse que as autoridades estão a fazer tudo para garantir que os professores e alunos que foram obrigados a abandonar os seus distritos possam voltar para as suas zonas de origem. “Estamos a trabalhar neste sentido e não vamos vacilar”, frisou o chefe de Estado moçambicano.

A província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas. A violência provocou uma crise humanitária com mais de mil mortos e cerca de 250.000 deslocados internos.