A Galp voltou a suspender a produção de combustíveis na refinaria de Leça da Palmeira, em Matosinhos, devido às “condições no mercado nacional e internacional”, decorrentes do impacto da pandemia de Covid-19, confirmou à Lusa fonte oficial.

[frames-chart src=”https://s.frames.news/cards/lucros-da-galp/?locale=pt-PT&static” width=”300px” id=”245″ slug=”lucros-da-galp” thumbnail-url=”https://s.frames.news/cards/lucros-da-galp/thumbnail?version=1588608478947&locale=pt-PT&publisher=observador.pt” mce-placeholder=”1″]”As condições no mercado nacional e internacional, em grande parte decorrentes dos impactos provocados pela pandemia de Covid-19, forçaram a Galp a avançar com um ajustamento operacional planeado do seu sistema refinador”, adianta a mesma fonte da companhia.

Segundo a empresa, “este ajustamento envolve a suspensão temporária, desde 10 de outubro, da produção de combustíveis na refinaria de Matosinhos, sem impacto nos colaboradores da Galp afetos a essa atividade”.

A notícia, avançada pelo jornal Público, na terça-feira, adianta que terá sido dada informação aos trabalhadores de que se trata de uma paragem até janeiro.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A Galp esclarece ainda que a refinaria de Matosinhos continuará a produzir Óleos Base e de Aromáticos, como habitualmente – à semelhança do que aconteceu na paragem anterior.

A petrolífera garante ainda “um nível adequado” de abastecimento do mercado nacional, assegurando as “necessidades dos portugueses, das empresas e das unidades industriais”, através dos ‘stocks’ existentes em Matosinhos, bem como pela produção que se mantém na Refinaria de Sines.

A unidade de combustíveis da refinaria de Matosinhos tinha retomado a atividade em 19 de julho, depois da suspensão em abril face à impossibilidade de escoar a produção devido à quebra da procura durante o confinamento.

As medidas de confinamento e de paralisação da maioria das atividades económicas levaram a partir de março a uma queda da procura de produtos petrolíferos (e sobretudo de jet-fuel, utilizado na aviação), o que obrigou a diminuir a oferta, devido à capacidade limitada de armazenagem destes produtos.