Em causa estão potencialmente crimes de favorecimento pessoal por funcionário, abuso de poder e condução perigosa. De acordo com o Correio da Manhã, que teve acesso ao processo, um enfermeiro do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, de 40 anos, foi acusado pelo Ministério Público de tirar o seu próprio sangue para enganar as autoridades, tentando dessa forma proteger um médico do mesmo hospital, que tinha sido apanhado a conduzir alcoolizado pela PSP.

O jornal conta que o médico, de 52 anos, despistou o carro, chocando contra outro que estava estacionado, e fez um ferido (apesar de não ficar claro quem é essa vítima).

A PSP fez então o teste de alcoolemia, que registou uma taxa de 1,56 g/l, e, no caminho para a esquadra, o condutor terá pedido ajuda a um enfermeiro do mesmo hospital, de acordo com o Correio da Manhã.

A solução encontrada, envolvendo ainda um segundo enfermeiro, terá passado pela realização de contraprova através de análise ao sangue, para apagar as marcas de álcool e, dessa forma, conseguir que o médico não tivesse problemas com a Justiça.

O enfermeiro é acusado de simular “a colocação de um garrote no braço” do médico, enquanto inseria a agulha com a seringa “numa veia sua”, de acordo com o despacho citado pelo Correio da Manhã.