Portugal teve José Fonte, Anthony Lopes e Cristiano Ronaldo, França enviou Dubois para casa e Guendouzi testou positivo quando chegou ao Hertha Berlim, o selecionador da República Checa ficou afastado do banco no jogo contra a Escócia depois de saber que estava infetado. Mais do que as anteriores, esta janela de compromissos internacionais e jornadas da Liga das Nações foi particularmente marcada pela Covid-19 e pelas baixas que provocou em várias seleções. Baixas essas que, devido aos períodos de quarentena obrigatória e a eventuais contágios que ainda não foram detetados, vão também afetar diversos clubes.

E é nesta ótica que a FIFPro, a Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais, afirmou esta quinta-feira que alguns jogos internacionais podem acarretar “problemas gigantes” durante este período de pandemia. “É muito difícil compreender, de um ponto de vista desportivo e de um ponto de vista sanitário, que estes jogos tenham prioridade se existem riscos severos. Todos sabemos que as federações que organizam estes jogos, por vezes, têm contratos comerciais muito substanciais alinhados com estes jogos. E esse é claramente um dos gatilhos que explicam o porquê de estes jogos estarem a acontecer”, disse Jonas Baer-Hoffmann, o secretário-geral da FIPRo, em declarações à BBC.

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O holandês explicou também que a segurança e a saúde dos jogadores tem de ser a prioridade para as federações internacionais e garantiu que tanto os atletas como os clubes estão preocupados com a possibilidade de um teste positivo e de vários dias de isolamento — que significam, claro, vários dias sem treinar e sem jogar. “Aquilo que estamos a ver agora, especialmente em sítios fora da Europa, é que o risco está a ser colocado num nível que é simplesmente irresponsável. Claro que um jogo particular não pode justificar qualquer tipo de risco para a saúde dos jogadores”, adiantou Baer-Hoffman.

“Acho que estamos numa situação em que precisamos de decisões tomadas de forma mais centralizada do que aquilo que temos visto. Principalmente no que toca ao como e em que circunstâncias é que estes jogos podem e vão decorrer. Porque, claramente, nem toda a gente está a tomar decisões responsáveis”, terminou o líder da FIFPro. A próxima janela de compromissos internacionais está agendada para daqui a um mês, a meio de novembro. Nessa altura, Portugal joga na Luz um particular com Andorra (dia 11) e depois recebe França (dia 14), tendo ainda de se deslocar à Croácia (dia 17), para mais duas jornadas da Liga das Nações.