Dark Mode 165kWh poupados com o Asset 1
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica. Saiba mais

Logótipo da MEO Energia

Centenas de ocorrências provocadas pela tempestade Bárbara

Proteção Civil contabilizou 391 ocorrências por mau tempo até às 21h. Lisboa, Leiria, Guarda, Coimbra, Setúbal e Porto foram os distritos mais afetados. Imagens mostram inundações, vento e chuva.

i

RUI FARINHA/LUSA

RUI FARINHA/LUSA

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) contabilizou 391 ocorrências provocadas pelas condições meteorológicas adversas causadas pela depressão Bárbara desde a meia-noite até às 21h desta segunda-feira. Cento e dezanove delas foram registadas até às 15h30.

De acordo com o comando da ANEPC, a maior parte delas está relacionada com quedas de árvores, quedas de estruturas (como toldos, andaimes e reclames publicitários), inundações e limpeza de vias. No entanto, “não se registaram quaisquer vítimas” relacionadas com o mau tempo, nem “danos materiais significativos”, aponta fonte oficial da ANEPC.

O último balanço feito pela ANEPC sobre as ocorrências relacionadas com a passagem da depressão Bárbara dá conta de que Lisboa é o distrito mais afetado pelo mau tempo (com 149 das 391 ocorrências), seguido por Leiria, Guarda, Coimbra, Setúbal e Porto.

Às 21h de Portugal Continental, havia 51 ocorrências em curso, que obrigam à intervenção de 153 elementos apoiados por 50 veículos. Há ainda uma ocorrência em resolução (três elementos, dois veículos) e seis em conclusão (24 elementos, 10 veículos).

A Proteção Civil tem enviados mensagens de texto às pessoas nas regiões mais afetadas pelo mau tempo. “Chuva e vento forte nas próximas 48 horas. Risco de inundações. Fique atento. Siga recomendações das autoridades”, avisa a SMS recebida esta segunda-feira. A mensagem vem acompanhada do número da Proteção Civil (808 246 246).

As imagens da depressão Bárbara em todo o país

A equipa do VOST Portugal partilhou no Twitter duas imagens de satélite, uma em infravermelhos (à esquerda) e outra em radiação visível (à direita) que mostram a depressão Bárbara a atingir o território nacional. As imagens foram captadas às 16h31 de Portugal Continental.

Começam a surgir fotografias nas redes sociais que testemunham os efeitos da depressão Bárbara no território nacional. Uma página de monitorização da meteorologia, a “Meteo Trás-os-Montes” partilhou imagens e vídeos do estado do tempo em Vila Real, Lisboa e Vila Nova de Gaia. Outras imagens estão a ser partilhadas por utilizadores do Twitter e pelos jornais regionais.

Tempestade Épsilon pode atingir Portugal

De acordo com Mário Marques, climatologista especialista em Previsões, Climatologia Aplicada, Alterações Climáticas, Riscos Naturais e Ordenamento do Território, o país pode vir a ser atingido pela tempestade tropical Épsilon.

Em declarações à SIC Notícias, Mário Marques aponta a tempestade poderá circular a oeste dos Açores e atingir a Europa Ocidental. A região Norte do país pode testemunhar um aumento da agitação marítima por causa de Épsilon, que deve fortalecer nos próximos dias.

Mas, segundo o Centro Nacional de Furacões norte-americano, que monitoriza as tempestades tropicais no oceano Atlântico, Épsilon parece estar a dirigir-se para as Bermudas, onde deve chegar no final da semana. A última atualização dá conta de ventos máximos sustentados de 65 quilómetros por hora. Épsilon está neste momento 1.185 quilómetros a sudeste das Bermudas.

Os percursos destes fenómenos meteorológicos são difíceis de prever, mas a tempestade deve chegar às Bermudas como furacão de categoria 1 e aproximar-se da costa norte-americana, mas subir para norte antes de a atingir. A atingir Portugal, não deverá trazer condições meteorológicas tão severas como Bárbara.

Depressão Bárbara traz chuva, frio e vento forte

Em meteorologia, as depressões são regiões de baixa pressão atmosférica em torno das quais o vento sopra no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio no hemisfério norte. Os centros de baixa pressão atmosférica costumam concentrar muita humidade, o que promove a formação de nuvens e a precipitação.

A depressão Bárbara “estende-se desde a região da Irlanda até à Península Ibérica”, explica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Às 12h estava a cerca de 150 km a sudoeste de Lisboa, mas tem atravessado o Norte e o Centro de Portugal Continental ao longo do dia, a caminho da Galiza, onde deve chegar ainda esta segunda-feira.

Os distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Porto vão ser colocados em estado de alerta especial laranja (o segundo mais grave da escala) a partir da meia-noite de terça-feira por causa da chuva forte e do vento. Significa isto que o grau de risco é elevado, sendo expectável uma situação de perigo com condições para a ocorrência de fenómenos invulgares que podem causar danos a pessoas e bens, colocando em causa a sua segurança. Este estado vai durar até às 23h59 de quarta-feira.

Todo o território nacional está atualmente em estado de alerta amarelo devido ao mau tempo. Os distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém, Portalegre e Castelo Branco vão estar na terça-feira sob aviso meteorológico vermelho, o mais grave, devido à previsão de chuva forte. O aviso vermelho, o mais grave de uma escala de quatro vai estar em vigor nos cinco distritos entre as 12h e as 18h de terça-feira.

De acordo com o IPMA, a depressão Bárbara terá “uma maior influência na precipitação, com valores acumulados de 60 a 90 milímetros entre as 12 e 18h de dia 20 nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém, Castelo Branco e Portalegre, com especial impacto em regiões urbanas”.

Além disso, “devido à passagem de uma superfície frontal fria, associada à referida região depressionária complexa, e em deslocamento em direção à Irlanda, haverá precipitação forte no continente com valores entre 40 a 60 milímetros em períodos de seis horas durante a tarde”. Na terça-feira, espera-se ainda uma descida da temperatura máxima, que irá variar entre os 14ºC e 21ºC.

Preveem-se rajadas máximas com valores até 90 quilómetros por hora na generalidade do território, sendo que nas terras altas as rajadas poderão atingir 130 quilómetros por hora nas regiões Centro e Sul e 110 quilómetros por hora na região Norte.

Os efeitos prolongam-se até quarta-feira “a agitação marítima será de sudoeste com 2 a 3,5 metros em toda a costa, sendo temporariamente entre 4 a 4,5 metros a sul do Cabo Carvoeiro, passando a ser de noroeste durante o dia 22 de outubro”, aponta o IPMA.

Recomendamos

A página está a demorar muito tempo.