O líder do Chega afirmou esta terça-feira que recorrerá ao Tribunal Constitucional se o parlamento lhe recusar a suspensão do mandato de deputada para poder fazer campanha como candidato presidencial.

Logo que sejam marcadas as eleições [presidenciais], penso que acontecerá em novembro, o Chega começará a fazer os preparativos jurídicos para a suspensão do mandato. Se o parlamento não der essa suspensão de mandato, vamos ter um conflito que vai acabar no Tribunal Constitucional”.

O deputado único do partido na Assembleia da República falava aos jornalistas no centro de Ponta Delgada, no âmbito de uma ação de campanha para as eleições legislativas regionais dos Açores, agendadas para domingo.

André Ventura explicou que se reuniu na semana passada com o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, tendo ficado “claro e esclarecido” que “não haveria nenhuma hipótese” de haver uma suspensão de mandato para participar na campanha nos Açores, motivo pelo qual não a solicitou.

“O que ficou indicado também é que eu, mal seja marcada a eleição presidencial e após o Orçamento do Estado para 2021, pedirei a suspensão do mandato. Foi-me dito também que pode não ser concedida, incluindo durante o período formal de campanha para a Presidência da República”, acrescentou, apelando para que “prevaleça o bom senso”.

O líder do Chega garantiu que não vai “desistir” de ser deputado na Assembleia da República e candidato nas eleições presidenciais, considerando que está em curso “uma estratégia” para o prender ao parlamento e “impedir” que seja candidato presidencial.

A seis meses do fim do mandato do atual Presidente da República, são sete os pré-candidatos ao lugar de Marcelo Rebelo de Sousa, devendo a eleição decorrer em janeiro do próximo ano.

São eles o deputado André Ventura (Chega), o advogado e fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan Gonçalves, o líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Bruno Fialho, a eurodeputada e dirigente do BE Marisa Matias, a ex-deputada ao Parlamento Europeu e dirigente do PS Ana Gomes, Vitorino Silva (mais conhecido por Tino de Rans), e João Ferreira, do PCP. o ex-militante do CDS Orlando Cruz desitiu de apresentar candidatura.