O CDS-PP/Lisboa propôs esta terça-feira que a cobrança do estacionamento na via pública na cidade volte a ser suspensa, como forma de aliviar a carga de procura nos transportes públicos “em pleno agravamento da situação pandémica”.

“Com o aumento drástico de casos [de infeção pelo novo coronavírus], a Câmara deve agir e uma das medidas imediatas para aliviar a carga de procura nos transportes públicos é propor alternativas e esta entendemos que é uma delas”, defendeu esta terça-feira o deputado municipal do CDS-PP Diogo Moura, durante o “debate anual sobre o estado da cidade” na Assembleia Municipal de Lisboa.

Recordando que durante o período em que o país esteve em estado de emergência devido à pandemia de Covid-19 a fiscalização e cobrança de estacionamento na via pública pela EMEL – Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento foram suspensas, Diogo Moura disse não ser compreensível que, “em pleno agravamento da situação pandémica” não se volte a tomar essa medida.

“O fluxo de trânsito aumentou, trabalhadores que regressaram aos seus locais de trabalho, famílias que optaram por manter a escolha de infantários e escolas junto da sua atividade profissional, os transportes públicos são os mesmos, pelo que lançamos aqui o desafio de adotar novamente a suspensão de pagamento”, disse.

A proposta do CDS-PP não mereceu, contudo, qualquer comentário da parte do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS). A fiscalização e cobrança de estacionamento na via pública, que estiveram suspensas desde 16 de março, foram retomadas em 11 de maio. Os veículos de residentes com dístico válido (e a todos a quem já tinha sido garantido acesso) puderam continuar a estacionar gratuitamente nos parques de estacionamento da EMEL até 30 de junho.

A única medida que ainda continua em vigor, até dezembro, é a gratuitidade de estacionamento para as equipas de saúde das unidades do Serviço Nacional de Saúde “mais diretamente envolvidas no combate à pandemia”.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. Em Portugal, morreram 2.213 pessoas dos 103.736 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.