Em Portugal, o vírus da Covid-19 está a matar menos do que no início da pandemia, apesar de haver um número muito maior de infetados. As contas são do Correio da Manhã, que escreve que o SARS-CoV-2 mata agora seis vezes menos.

Durante o mês de abril, quando se verificou o pico da pandemia, o vírus matava 4,8% das pessoas infetadas. No mês seguinte, maio, apesar de haver uma queda no número de diagnósticos positivos e nos óbitos, o CM escreve que morriam 5,3% dos infetados.

De maio para a frente, esse valor tem vindo a reduzir-se, tendo chegado aos 0,8% em setembro e em outubro (este mês ainda por fechar) o que significa que morre uma pessoa em cada 116.

Gráfico com a evolução das morte diárias da plataforma WorldMeter

O dia com mais mortos foi 3 de abril, quando se contaram 37 óbitos. Até agora, em outubro, a média é de 12 mortes por dia. O valor mais alto foi a 16 de outubro, com 21 óbitos.

“Temos um número de casos novos extremamente elevado, que está a provocar uma grande pressão sobre os cuidados de saúde primários, mas ainda não temos o efeito da mortalidade – porque essa só se vai sentir ao longo da próxima semana”, diz o epidemiologista Gustavo Tato Borges, citado pelo Correio da Manhã. “Há muitas pessoas internadas e o desfecho de alguns casos é duvidoso”, garante.

Esta semana, ao Observador, Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, lembrava que se o número de doentes internados em enfermarias e em unidades de cuidados intensivos aumentar para além da capacidade do sistema, isso poderá ter como consequência mais mortes.

Em Portugal, doentes demoram 48 dias a serem dados como recuperados. Só a burocracia explica o atraso