O Governo alemão denunciou esta quarta-feira o que classificou como a “ameaça permanente” do “terror islâmico”, após o esfaqueamento mortal de um homem em Dresden (leste da Alemanha) por um suspeito de nacionalidade síria no início deste mês.

Este incidente, que também fez um ferido, está a ser investigado pela unidade antiterrorismo do Ministério Público alemão como um potencial ato terrorista, segundo indicou esta quarta-feira uma fonte judicial citada pela agência France-Press (AFP).

“O terror islâmico é uma ameaça permanente, que devemos combater com a maior coerência possível”, afirmou a ministra da Justiça alemã, Christine Lambrecht, na rede social Twitter, enquanto o titular da pasta do Interior no executivo alemão, Horst Seehofer, considerou que o incidente em questão “demonstra uma vez mais a natureza perigosa da violência islâmica” que “requer uma máxima vigilância”.

Segundo um porta-voz do Ministério Público alemão, o incidente ocorrido em Dresden, no dia 4 de outubro, está a ser investigado neste momento pela procuradoria de Karlsruhe, com competências na área do combate contra o terrorismo.

A justiça suspeita de “um ato com motivos islâmicos”, indicou o Ministério Público de Dresden num comunicado.

Um turista alemão de 53 anos, proveniente da cidade alemã de Colónia, foi esfaqueado mortalmente, enquanto outro cidadão alemão, de 55 anos, sofreu ferimentos.

Um homem sírio de 20 anos é suspeito de ter perpetrado o esfaqueamento, tendo sido detido na terça-feira.

De acordo com o Ministério Público, o suspeito já foi condenado em outras ocasiões por atos de violência e por ter agido como recrutador de apoios para “uma organização terrorista”.

O suspeito, que cumpriu várias penas de prisão, tinha sido libertado em 29 de setembro, poucos dias antes dos acontecimentos em Dresden.

Quando inquirido pelos investigadores, o suspeito não fez nenhuma declaração, especificou o comunicado do Ministério Público.

Segundo a comunicação social alemã, o ADN do suspeito foi encontrado na faca de cozinha que foi usada no ataque, indício que levou à detenção do homem sírio.