O aumento do número de casos do novo coronavírus na Alemanha torna a situação “muito grave”, alertou esta quinta-feira uma autoridade de saúde de referência, que apelou ao respeito as medidas de segurança para conter a progressão da pandemia.

“A situação tornou-se muito séria no geral”, disse Lothar Wieler, presidente do Instituto Robert Koch (RKI), numa conferência de imprensa.

O alerta ocorreu quando a Alemanha regista um novo recorde de novas infeções, com 11.287 casos adicionais em 24 horas, segundo os dados esta quinta-feira divulgados. Ao todo, pelo menos 380.762 pessoas foram infetadas desde o início da nova epidemia de coronavírus na Alemanha, das quais 9.875 perderam a vida.

Covid-19. Alemanha regista mais de 11 mil infeções em 24 horas

“O vírus pode estar a espalhar-se de forma incontrolável” em algumas áreas desde setembro, acrescentou Wieler, explicando que “atualmente os jovens são os mais expostos ao vírus”.

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“Quanto mais pessoas em círculos privados são infetadas, mais estas espalham” o vírus em outros lugares, disse o presidente do RKI.

Lothar Wieler, no entanto, garantiu que ainda é possível “conter” a propagação da pandemia “respeitando sistematicamente as medidas de proteção”, mas também “ventilando regularmente” as salas fechadas. “Não somos impotentes”, declarou.

A Alemanha, como todos os países europeus, tem enfrentado um aumento acentuado nos casos de infeção de Covid-19 há várias semanas.

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Diante do retorno do aumento do número de casos, as autoridades alemãs reforçaram as medidas contra a pandemia, principalmente adotando proibições de reuniões. Um cantão alpino no sul do país, em torno de Berchtesgaden, está praticamente confinado. Também foram decididas restrições locais, como em Berlim, onde o uso de máscaras foi imposto em algumas ruas movimentadas.

A chanceler Angela Merkel pediu solenemente à população no sábado que reduzisse ao máximo os contactos sociais, pedindo às pessoas para “ficarem em casa” o máximo possível. “Como será o inverno, como será o nosso Natal, isso será decidido nos dias e semanas que virão”, alertou a chanceler alemã.