Timor-Leste foi o país mais usado para cometer fraudes no setor das telecomunicações com organizações criminosas a usar os códigos do país para ludibriar consumidores em todo o mundo, segundo um artigo publicado esta quinta-feira.

Os dados foram divulgados num artigo de Evgenia Loginova, responsável da empresa Radar Payments, que serve de intermediário entre clientes, empresas e bancos para garantir pagamentos seguros e publicado na Global Banking & Finance Review.

Loginova refere que o aumento significativo das transações online devido à pandemia da Covid-19 se registou um aumento de 5% nos casos de fraude, com mais de 100 milhões de tentativas de fraude só entre março e abril.

O artigo cita um estudo da TransUnion, uma agência dos Estados Unidos que produz relatórios de crédito ao consumidor — que recolhe e agrega informações sobre mais mil milhões de consumidores em mais de trinta países, incluindo praticamente todos os norte-americanos.

A TransUnion nota que várias empresas que não estavam adequadamente adaptadas em termos de segurança para a mudança para transações online registaram um aumento significativo em fraudes e tentativas de fraude, realizadas tanto por indivíduos como por redes e que se fazem sentir em vários setores de atividade.

No caso das telecomunicações, o relatório regista um aumento de 76% nas fraudes em cartões de crédito no primeiro mês depois da declaração da pandemia, com Timor-Leste “a ser o principal país de origem de suspeitas de fraude”.

A fraude no caso de serviços financeiros aumentou 11% no mesmo período, com a maior parte dos suspeitos a operar a partir da Síria, segundo o mesmo estudo. A Indonésia é a principal origem de fraude em comércio eletrónico, segundo o mesmo estudo.

Redes criminosas atuam em pontos de venda online com malware que permite copiar detalhes de cartões de crédito usados pelos consumidores.