Continuam a ser valores bem negativos na comparação com o ano passado, mas é, na verdade, uma recuperação face ao mês anterior, a primeira no contexto da pandemia. O Indicador Coincidente Mensal, da responsabilidade do Banco de Portugal — que mede a pulsação da atividade económica — caiu bastante face ao mesmo mês de 2019 (-10,7%), mas está melhor do que a evolução homóloga de agosto (-11,0%), quando foi registado o pior valor desde, pelo menos, 1978 (os primeiros dados disponibilizados pelo supervisor).

No gráfico apresentado pelo Banco de Portugal, é possível constatar como este indicador (traço escuro), bateu no fundo em agosto e apresenta uma primeira e ligeira inversão em setembro depois de vários meses com quedas cada vez maiores, no contexto da pandemia. A linha mais clara diz respeito à evolução do PIB do mesmo período.

Da mesma forma, o indicador usado pelo Banco de Portugal para medir a o consumo privado (traço escuro), dá conta de uma recuperação. Cai bastante face ao ano passado (-9,1%), mas é, mais uma vez, melhor do que o valor registado em agosto (-9,7%). Neste caso, é o segundo mês de recuperação, após o número histórico calculado em julho (-9,9%). A linha mais clara no gráfico do Banco de Portugal diz respeito à evolução estimada pelo INE do consumo privado.