Ninguém sabe o que aí vem, mas a NASA promete que é “uma descoberta entusiasmante sobre a Lua”. A agência espacial norte-americana agendou para a próxima segunda-feira, 26 de outubro, uma conferência de imprensa sobre os resultados do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha, mais conhecido por SOFIA. Arranca às 17h de Portugal Continental.

SOFIA é um projeto que a NASA concebeu em cooperação com Centro Aeroespacial Alemão — uma adaptação de um Boeing 747SP capaz de operar em grandes altitudes, onde apenas 1% do vapor de água da atmosfera ainda reside. A bordo está um telescópio com quase três metros de diâmetro que observa o universo no espectro do infravermelho e que nos deixa ver aquilo que os nossos olhos não nos permitem.

Este telescópio voador passa dez horas a vaguear pela atmosfera, sempre de noite, e já observou alguns dos espetáculos mais impressionantes do universo: o nascimento e a morte das estrelas, a formação de sistemas solares, a identificação de moléculas complexas, a descoberta de corpos celestes (asteroides, planetas e cometas), a observação de galáxias e nebulosas, os perfis dos campos magnéticos e buracos negros.

Agora, SOFIA entrou no esforço para a exploração do espaço profundo pela humanidade. O comunicado de imprensa menciona o programa Artemis, o mais recente projeto da NASA para levar um homem e a primeira mulher ao nosso satélite natural: “Compreender a ciência da Lua também ajuda a juntar as peças da história mais ampla do sistema solar interno”.

Há quatro cientistas recrutados para a conferência de imprensa: Naseem Rangwala, cientista do projeto para a missão SOFIA no Ames Research Center da NASA na Califórnia; Paul Hertz, que lidera a divisão de astrofísica da NASA; Jacob Bleacher, o cientista-chefe do Departamento de Missões Tripuladas; e Casey Honniball, pós-doutorado no Goddard Space Flight Center da NASA em Maryland.

A agência espacial norte-americana tem-se concentrado em saber mais sobre duas características lunares: as calotes de gelo no pólo sul da Lua — úteis tanto para obter água para os astronautas, como para fabricar propelentes para as viagens a Marte — e os tubos de lava, grutas que sobraram da atividade vulcânica nos primórdios da Lua e que podem oferecer alguma proteção contra as radiações cósmicas aos astronautas. É possível que o anúncio tenha algo a ver com estas matérias.