“Verdi que te quero Verdi” regressa no próximo sábado ao Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, para mostrar às crianças “como são belas” as árias do compositor italiano Giuseppe Verdi, “mesmo quando parece que os cantores as gritam”.

Trata-se de um espetáculo infantil, do conjunto de peças para digressão da Companhia de Teatro de Almada (CTA), que procura transportar as crianças para o universo da música através de uma história agradável, construída a partir de obras de compositores famosos, à semelhança de outras também encenadas por Teresa Gafeira e regularmente repostas na margem sul do Tejo.

“Verdi era um grande artista, um dos maiores da história da música europeia. Este espetáculo, feito com marionetas que cantam e com atores que dançam e cozinham, é sobre algumas das suas óperas”, explica a folha de sala.

O espetáculo, interpretado por João Maionde, João Farraia, Pedro Walter e Vera Santana, percorre algumas das mais famosas óperas de Verdi para falar, essencialmente, de amor: “La Traviata” que fala sobre “as coisas boas (os beijinhos, estar juntos) e as coisas más (os ciúmes, as saudades)”, “Aïda” e “Il Trovatore” são as obras abordadas.

“Mas, neste espetáculo, esse amor é mais às pizzas e aos gelados que vão ser confecionados à frente do público, por uns cozinheiros completamente malucos que trabalham num restaurante italiano enquanto ouvem algumas das mais belas árias (as partes cantadas para uma só voz, numa ópera) escritas por Verdi”, conclui a sinopse.

O espetáculo inspirado na obra do compositor romântico do século XIX terá três exibições, na Sala Experimental do Teatro Municipal Joaquim Benite, nos dias 31 de outubro (16:00) e 01 de novembro (11:00 e 16:00).

Três semanas depois, em 21 e 22 de novembro, sobe ao palco “Händel… lá com essa música”, outra das peças para digressão do repertório infantil da Companhia de Teatro de Almada, sobre o compositor de origem alemã, que se fixou em Londres, naturalizou inglês, geriu o Covent Garden e afirmou a ópera britânica.

O ‘repertório operático’ da CTA inclui ainda, entre outros, títulos como “O barbeiro de Sevilha”, a partir da obra de Gioachino Rossini, compositor italiano que antecedeu Verdi (e que gostava de cozinhar), e “Pastéis de nata para Bach”, dedicado ao mestre de Leipzig, expoente da síntese tardia do Barroco alemão.