A ministra do Trabalho e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, confirmou no Parlamento que as pensões mais baixas (até 658 euros), mesmo as que foram atualizadas durante a Troika, vão ter um aumento extraordinário de dez euros. Essa subida vai acontecer a partir de janeiro, como já tinha avançado o PCP.

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“A atualização que prevemos para 2021 é uma atualização de 10 euros para todos [até 1,5 IAS, isto é, 658 euros] e a partir de janeiro”, disse a ministra do Trabalho, frisando que a medida resultou das negociações com o PCP. A pergunta tinha sido feita pelo deputado centrista João Almeida. “Qual é o racional que faz com que pensões mais baixas das mais baixas e idosos mais pobres dos mais pobres recebam menos do que os restantes pensionistas?”.

Nos últimos anos, além da atualização automática (que não deverá acontecer em 2021 devido à evolução negativa do PIB e da inflação), o Governo tinha optado por um aumento extraordinário até 10 euros apenas para as pensões mais baixas que não foram atualizadas durante a Troika, entre 2011 e 2015 (e até seis euros para as que foram atualizadas). Na contabilização do CDS, essa diferença levou a que os pensionistas com pensões mais baixas saíssem prejudicados face aos restantes.

Em 2021, também as pensões que foram atualizadas durante a Troika têm direito ao aumento de dez euros, que vai acontecer em janeiro, depois das negociações com o PCP. A ideia inicial do Governo era que o aumento extraordinário fosse feito apenas em agosto.

Ana Mendes Godinho adiantou também que a medida abrange cerca de 1,9 milhões de pensionistas.