A partir desta segunda-feira, o Terminal Fluvial do Seixal estará fechado durante 45 dias devido a obras de substituição do pontão do cais fluvial do concelho. Esta decisão é contestada pelo presidente da Câmara Municipal, Joaquim Santos, que diz que não existem alternativas seguras.

Em entrevista à Rádio Observador o autarca explica que se deveria ter construído um cais provisório para não interromper a ligação a Lisboa.

Joaquim Santos vai por isso estar esta segunda-feira no Ministério do Ambiente, com o objetivo de pedir ao Governo que suspenda as obras, até ser tomada a dita medida.

Dever-se-ia desde logo ter acautelado um cais provisório para manter o serviço e é isso que pedimos ao governo para concretizar. Que suspenda as obras, crie esse cais  provisório e a seguir retome as obras, porque elas são necessárias”

A Transtejo, empresa responsável pelo terminal garante, no entanto, que estão disponíveis transportes alternativos para os utentes, nomeadamente por via rodoviária, até ao terminal de Almada.

Na passada quinta-feira, a administração da Transtejo disse à Lusa que a obra no terminal do Seixal abrange uma área total de 450 metros quadrados que “não é compatível com a operação fluvial, pelo que a empresa é forçada a suspender a atracação”, por um período estimado de 45 dias.

A Presidente do Conselho de Administração da Trasntejo, Marina Ferreira esclareceu ainda esta manha, em declarações à RTP3, que a exigência do Presidente da Câmara não é viável “porque a única área que foi desassoreada é a área onde está a decorrer a obra. Nós não tínhamos sequer licença para desassorear uma quantidade de terreno necessária para construir um terminal alternativo ao lado. Nem dinheiro para isso”.

A operação que decorre no momento tem um investimento de 500 mil euros em dragagem e reforço de estacas

Presidente da Câmara do Seixal exige suspensão das obras no cais fluvial