A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) anunciou esta terça-feira que os fluxos de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) para África caíram 28%, para 16 mil milhões de dólares, no primeiro semestre devido à pandemia.

“Os fluxos de IDE para África caíram 28%, para 16 mil milhões de dólares [13,5 mil milhões de euros], na primeira metade do ano, com os anúncios de novos projetos a caírem 66% e as aquisições e fusões transfronteiriças a registarem uma queda de 44%”, lê-se no relatório Monitor de Tendências de Desenvolvimento, esta terça-feira divulgado.

No documento, alerta-se que “as economias baseadas nos recursos naturais estão a ser as mais afetadas” e especifica-se que os fluxos de investimento para a África subsaariana caíram 21%, para cerca de 12 mil milhões de dólares, um pouco mais de 10 mil milhões de euros.

O documento não especifica os valores por país, dando exemplos de projetos ou de países que se destacaram por alguma razão, apresentando Moçambique como um exemplo de um país com grandes recursos naturais que viu a pandemia de Covid-19 fazer diminuir o volume de fluxos de capital.

“O IDE para Moçambique caiu 27%, para 800 milhões de dólares [677 milhões de euros], já que a implementação dos projetos de gás natural ao largo da costa abrandou devido à pandemia”, lê-se no documento.

A nível global, a UNCTAD diz que os investimentos caíram 49% na primeira metade do ano, e salienta que as economias mais avançadas foram as mais penalizadas, com quedas de 75%, para 98 mil milhões de dólares, quase 83 mil milhões de euros.