A Reatia, que recorre à inteligência artificial e à programação neurolinguística para agregar informação sobre imóveis, fechou uma ronda de investimento de um milhão de euros, anunciou a startup portuguesa nesta quarta-feira. A operação contou com a participação de três investidores portugueses: a Olisipo Way, a Portugal Ventures e a Wisenext.

Com esta financiamento, o projeto liderado por Hugo Venâncio quer, consolidar-se em Portugal, expandir para outros países europeus e duplicar a equipa. Até ao final do primeiro trimestre de 2021, a startup planeia reforçar as equipas de desenvolvimento, vendas e suporte com mais vinte pessoas, em Portugal. E até ao final do próximo ano, a equipa deverá chegar aos 50 trabalhadores.

“Durante o tempo de confinamento, aproveitámos o grande fluxo de novos utilizadores, e continuámos a desenvolver novas ferramentas, como anProperty Valuation Pro – uma ferramenta de simulação de avaliação de imóveis”, explica Hugo Venâncio, fundador e CEO da Reatia.

Com a plataforma desenvolvida pela Reatia, os agentes imobiliários podem ter acesso a métricas e informação fidedigna sobre o mercado imobiliário, que são atualizadas diariamente. Isto permite identificar imóveis duplicados com mais eficácia e rapidez,promete a startup. Entre os utilizadores da plataforma, encontram-se marcas como a Remax Portugal ou empresas familiares.

“Quando uma solução tecnológica se torna numa componente importante para o desempenho profissional de alguém, como é o caso da Reatia para os profissionais do imobiliário, a confiança que inspira aos seus utilizadores é absolutamente crucial”, afirma José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way.

Hugo Venâncio foi distinguido como um dos dez finalistas do Prémio João Vasconcelos – Empreendedor do Ano 2020, promovido pela Startup Lisboa. A Reatia recebeu o primeiro investimento em 2018, que lhe permitiu desenvolver a tecnologia, e é “uma empresa financeiramente sustentável desde o primeiro ano de atividade”, como se pode ler no comunicado de imprensa.