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Um Mr. TT que foi o soldado da fortuna de Rúben (a crónica do Sporting-Gil Vicente)

Sporting esteve a perder, deu a volta em dois minutos, ganhou ao Gil e subiu ao segundo lugar (3-1). Tiago Tomás entrou na segunda parte, confirmou a reviravolta e foi o soldado da fortuna de Amorim.

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O jovem avançado marcou o segundo golo dos leões depois de uma boa assistência de Daniel Bragança

LUSA

O jovem avançado marcou o segundo golo dos leões depois de uma boa assistência de Daniel Bragança

LUSA

Foi a primeira grande novela da temporada. Os casos de Covid-19 multiplicavam-se tanto no Sporting como no Gil Vicente, o jogo foi um dos grandes temas da reunião entre a Liga e as autoridades de saúde na semana em que o Campeonato arrancou e chegou até a ser um dos tópicos levantados durante a conferência de imprensa diária da DGS e do Ministério da Saúde. A ideia veiculada era sempre a mesma: a receção dos leões aos gilistas em Alvalade, a contar para a primeira jornada da Primeira Liga, iria realizar-se até indicações rígidas em contrário. O problema foi que, alguns dias antes da data agendada para a partida, essas indicações rígidas apareceram.

A Autoridade Regional de Saúde considerou que não estavam reunidas as condições para a realização do jogo e o arranque oficial de Sporting e Gil Vicente ficou adiado. Os leões fizeram uma espécie de estágio mascarado de isolamento no Algarve, os gilistas permaneceram em Barcelos. O Campeonato, para ambos, só começou na semana seguinte; a data do encontro pendente saltou para um mês depois.

Ficha de jogo

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Sporting-Gil Vicente, 3-1

Jogo em atraso da 1.ª jornada da Primeira Liga

Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: André Narciso (AF Setúbal)

Sporting: Adán, Neto (Sporar, 61′), Coates, Feddal, Pedro Porro (Daniel Bragança, 71′), Matheus Nunes (Tiago Tomás, 61′), João Palhinha, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves, Jovane (Gonçalo Inácio, 86′), Nuno Santos

Suplentes não utilizados: Max, Gonzalo Plata, Borja, Pedro Marques, Eduardo Quaresma

Treinador: Rúben Amorim

Gil Vicente: Denis, Ygor Nogueira, Rodrigo, Rúben Fernandes, Joel Pereira, João Afonso (Vítor Carvalho, 90+2′), Lucas Mineiro (Claude Gonçalves, 71′), Talocha (Renan, 90+2′), Fujimoto (Léautey, 45′), Samuel Lino, Miullen (Lourency, 66′)

Suplentes não utilizados: Daniel Fuzato, Souley, Leandrinho, Bouba

Treinador: Rui Almeida

Golos: Lucas Mineiro (52′), Sporar (82′), Tiago Tomás (84′), Pedro Gonçalves (90+6′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a João Palhinha (1′), a Denis (35′), a João Afonso (37′), a Luís Neto (60′), a Feddal (64′), a Pedro Gonçalves (64′), a Miullen (66′), a Sporar (68′), a Rodrigão (89′)

Esta quarta-feira, Sporting e Gil Vicente fechavam finalmente o último capítulo da primeira grande história da temporada. Em Alvalade, cumpriam o jogo em atraso e os leões tinham a oportunidade de saltar para o segundo lugar da tabela, com mais três pontos do que o FC Porto e a dois do líder Benfica. Rúben Amorim, ainda assim, lembrava que ainda estamos bem no início da época — e que, mais do que a classificação, era necessário pensar nos três pontos.

“Temos de pensar jogo a jogo e não tanto na classificação, até porque estamos no início do Campeonato. Acho que a equipa já tem uma boa dinâmica e uma força positiva, e se isso não for motivo para subirmos mais um lugar na classificação, seria um mau sinal. Espero uma equipa igual ao que tem sido, sabendo que podemos melhorar a nossa classificação. Vale o que vale, não podemos dar tanta importância a isso, mas tem de mexer com os jogadores. Um jogador do Sporting tem de ter essa ambição. Se podemos melhorar a nossa classificação é isso que vamos tentar fazer”, atirou o treinador leonino, que trabalhava depois de uma vitória difícil mas saborosa nos Açores, contra o Santa Clara, onde Pedro Gonçalves acabou por ser protagonista com dois golos.

Assim, Rúben Amorim repetiu o mesmo onze inicial pelo terceiro jogo seguido: João Palhinha e Matheus Nunes no meio-campo, Pedro Porro e Nuno Mendes nas alas e Nuno Santos e Pedro Gonçalves no apoio mais direto a Jovane. As grandes novidades, aliás, apareciam no banco de suplentes, que confirmava o regresso de Eduardo Quaresma depois uma lesão na região lombar contraída ao serviço da Seleção Sub-21 e a convocatória de Pedro Marques, que marcou e assistiu na última partida da equipa B. João Mário não era opção para Amorim, por não estar inscrito na primeira jornada, data original do encontro.

O jogo arrancou logo com um lance muito perigoso, com Denis a evitar com uma enorme defesa um autogolo de Ygor, que desviou a bola na sequência de um canto (3′). Depois disso e até à meia-hora, pouco ou nada: as duas equipas encaixaram taticamente, os gilistas aplicavam uma marcação homem a homem que era um autêntico tampão às tentativas adversárias e os leões não conseguiam ter a largura necessária para chamar Pedro Porro e Nuno Mendes a jogo. Ficava a ideia de que este teria de seria de ser um jogo de paciência para o Sporting e outro de arrancadas para o Gil Vicente, já que a equipa de Barcelos tentava explorar as costas da defesa leonina assim que tinha o mínimo espaço.

A partir da meia-hora, contudo, o Sporting percebeu que teria de usar combinações e um jogo mais rendilhado para avançar pelo corredor central para depois lateralizar para os corredores. A partir daí, a dinâmica leonina começou a passar muito mais pelas alas e pelos cruzamentos para a área — onde Jovane, apesar de tudo, não era o destinatário ideal. Até ao intervalo, os leões acabaram por conseguir criar vários lances mais perigosos, sem que nenhum tivesse sido uma verdadeira oportunidade, e tanto Pedro Gonçalves (33′) como Feddal (36′) remataram por cima da baliza de Denis. Na ida para o intervalo, apesar dos bons indicadores deixados pela equipa de Rúben Amorim na reta final da primeira parte, ficavam na memória 45 minutos pouco intensos, pouco criativos e pouco disruptivos.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos do Sporting-Gil Vicente:]

No início da segunda parte, Rui Almeida trocou desde logo Fujimoto por Léautey, claramente a apostar na velocidade do francês para explorar as transições rápidas ofensivas. A lógica do primeiro tempo, porém, manteve-se e o Sporting não conseguia desequilibrar, permanecendo um ritmo reduzido na partida e uma ausência quase total de ideias e criatividade por parte da equipa de Amorim. E a fatura saiu cara.

João Palhinha fez falta numa zona já adiantada do meio-campo leonino e originou um livre que era quase como um canto ligeiramente mais puxado para dentro. Talocha bateu bem e Lucas Mineiro, com um desvio subtil ao primeiro poste, bateu Adán (52′). Rúben Amorim reagiu com as entradas de Sporar e Tiago Tomás, o Gil Vicente passou a atuar compreensivelmente com as linhas muito mais recuadas e o Sporting instalou-se por completo no meio-campo adversário, ainda que nunca sem conseguir asfixiar por completo os gilistas. A 20 minutos do final e sem que Denis tivesse sido forçado a qualquer defesa durante o segundo tempo, Daniel Bragança também entrou, para o lugar de Pedro Porro, mas os leões estavam a ter uma noite completamente desinspirada.

Mas só foram necessários dois minutos. Dois minutos, já dentro dos últimos 10 da partida, que deram a volta ao marcador. Primeiro foi Sporar, com um cabeceamento ao segundo poste na sequência de um desvio de Nuno Santos depois de um cruzamento de Pedro Gonçalves (82′); depois foi Tiago Tomás, a responder da melhor maneira a um passe brilhante de Daniel Bragança após Sporar começar a jogada (84′), tornando-se o melhor marcador do Sporting esta temporada com três golos.

Já nos descontos, Pedro Gonçalves ainda aumentou os números da vitória leonina (90+6′). O Sporting não jogou bem, não impressionou mas conseguiu um resultado importante para ultrapassar o FC Porto e subir ao segundo lugar, a dois pontos do líder Benfica. Rúben Amorim fez as alterações certas, colocou em campo os dois jogadores que deram a volta ao resultado e acabou por ter em Tiago Tomás um soldado de uma fortuna que custou a aparecer.

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