A atividade turística não recuperou em setembro, tendo registado 1,4 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, o que corresponde a quedas de 52,2% e 53,4%, respetivamente, segundo uma estimativa rápida esta quinta-feira divulgada pelo INE.

Segundo a Estimativa rápida da atividade turística em setembro de 2020, do Instituto Nacional de Estatística (INE), “o setor do alojamento turístico deverá ter registado 1,4 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, o que corresponde a variações de -52,2% e -53,4%, respetivamente”, depois de em agosto as quedas terem sido de 3,2% e 47,1%, pela mesma ordem.

Estima-se também que as dormidas de residentes tenham diminuído 8,5% (queda de 2,1% em agosto) e que as de não residentes tenham caído 71,9% (queda de 72,0% no mês anterior).

Em setembro, 24,3% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (21,2% em agosto).

Quanto às dormidas de residentes, o INE estima que tenham diminuído 8,5%, depois de uma queda de 2,1% em agosto, fixando-se em dois milhões, o que representa 57,2% do total.

Já as dormidas de não residentes terão decrescido 71,9% (-72,0% no mês anterior), situando-se em 1,5 milhões.

Os hóspedes residentes terão sido 890,3 mil, o que se traduz numa queda de 15,1% (menos 4,6% em agosto) e os hóspedes não residentes terão atingido um total de 492,7 mil, recuando 73,3% (menos 70,1% no mês anterior).

O Alentejo terá continuado a apresentar a menor diminuição no número de dormidas, com uma descida de 19,9% (-15,3% no mês anterior).

O INE destaca, ainda, os crescimentos das dormidas de residentes no Algarve (+10,3%) e Alentejo (+5,2%).

A autoridade estatística sublinha que a fonte utilizada para o estudo foi o Inquérito à Permanência de Hóspedes na Hotelaria e outros Alojamentos e que os resultados apresentados poderão ser revistos, uma vez que a informação primária ainda não foi totalmente recolhida.