A EDP Renováveis registou lucros de 319 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2020, uma redução de 7% em relação ao mesmo período de 2019, segundo informação enviada esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários portuguesa.

A empresa, que tem sede em Madrid, mas está cotada na bolsa de Lisboa, informa o mercado de que as receitas até setembro totalizaram 1.259 milhões de euros, uma diminuição de 8% em relação a um ano antes.

O lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) totalizou 1.074 milhões de euros (menos 12% do que no mesmo período de 2019).

A EDP Renováveis (EDPR) tinha em 30 de setembro último 1.705 “colaboradores”, mais 12% do que um ano antes.

No final do terceiro trimestre, a EDPR tinha um portfólio de ativos operacionais de 11,5 GW (gigawatts) com vida média de nove anos e no último ano construiu 875 MW (megawatts), incluindo uma participação de 50% num portfólio solar de 278 MW nos EUA.

Durante esse período, seguindo a sua estratégia de vendas (sell-down), a EDPR desfez-se de toda a sua participação no parque eólico de 137 MW Babilonia no Brasil e desmantelou 18 MW em Espanha, para “re-potenciação” desse mesmo parque eólico.

No total, a variação líquida anual consolidada do portfólio da EDPR foi de +712 MW até 30 de setembro último.

Nesse mês, a EDPR tinha 2,2 GW de nova capacidade em construção, dos quais 1.693 MW relacionados com a energia eólica onshore, 200 MW com energia solar e 269 MW com participações consolidadas por equity em projetos eólicos offshore.

A empresa produziu nos primeiros nove meses do ano 20,4 TWh (terawatts) de energia limpa (-7% do que um ano antes), evitando 13 megatoneladas em emissões de CO2.

A EDPR tinha apresentado lucros de 255 milhões de euros no primeiro semestre de 2020, uma queda de 26% em relação ao período homólogo de 2019.

A Energias de Portugal, S.A. (EDP) é a maior acionista da EDP Renováveis.