Cinco jogos, nenhuma derrota. O Sporting chegou à 5.ª jornada da Primeira Liga com quatro vitórias e um empate, ainda não perdeu para o Campeonato desde o início da temporada e está no segundo lugar da tabela, acima do FC Porto e a dois pontos do líder Benfica. Este registo de invencibilidade por parte dos leões não aparecia desde 2017/18, há dois anos, quando ainda era Jorge Jesus o treinador da equipa.

Um Mr. TT que foi o soldado da fortuna de Rúben (a crónica do Sporting-Gil Vicente)

Além disso, os 11 golos que o Sporting já marcou nestes cinco jogos são a melhor marca dos últimos três anos e Rúben Amorim, com a vitória desta quarta-feira perante o Gil Vicente, viu os leões apontarem três golos numa partida pela segunda vez desde que chegou a Alvalade. Mas o encontro com os gilistas obriga a um salto maior na cronologia: há 74 anos, desde 1946, que o Sporting não dava a volta a um resultado quando faltavam apenas oito minutos para o final da partida. Contra a equipa de Barcelos, graças aos golos de Sporar, Tiago Tomás e Pedro Gonçalves, esse registo foi alcançado.

Na flash interview, Tiago Tomás, que se tornou esta quarta-feira o melhor marcador dos leões, esta temporada, reconheceu que a equipa não entrou bem no jogo. “Não fizemos uma boa primeira parte. No início da segunda sofremos um golo mas não foi por isso que fomos abaixo. Fomos atrás do resultado. Toda a gente que entrou veio acrescentar e dar frescura à equipa. Qualquer um dos meus colegas faz parte do plantel. Estamos aqui para ajudar. Queremos todos jogar, só podem jogar 11 e cabe-nos dar o nosso máximo”, explicou o jovem avançado.

“Conseguimos subir ao segundo lugar, mas não é isso que ambicionamos. Queremos ganhar todos os jogos até ao final. Uma equipa como o Sporting só pode pensar no primeiro lugar e é isso que nós queremos”, acrescentou o jogador de apenas 18 anos. Já Emanuel Ferro, adjunto de Rúben Amorim, ressalvou que a equipa “lutou até ao fim”. “Mesmo sabendo que não estava um jogo fácil contra um adversário fechado. Durante alguma parte fomos precipitados nas decisões e revelámos incapacidade ter bola mais a frente. A ambição manteve-se, tínhamos de continuar a atacar e a tentar e deu frutos. Os golos podiam ter surgido mais cedo mas tivemos mérito por isso”, atirou.

“Jogamos com um onze, no entanto todos estão prontos para contribuir. Podem surgir golos mais cedo mas é um trabalho coletivo que implica envolvimento de todos, sem perder o norte. É mérito de grande capacidade e resiliência mesmo quando coisas não estão a sair (…) Há um grupo de jogadores muito envolvidos, que acredita muito no trabalho e cada jogo é diferente. Um grupo que encontra novas soluções e dá o melhor de cada um pelo coletivo. Vai ter de acontecer sempre isso. Acima de tudo ficamos satisfeitos por ganhar”, concluiu Emanuel Ferro.