O calendário proposto para 2021 do campeonato do mundo de Fórmula 1 inclui 23 corridas, um novo máximo histórico que inclui uma prova na Arábia Saudita e várias sequências de três fins de semana seguidos com grandes prémios.

Vários diretores de equipa falaram esta sexta-feira sobre este plano, na véspera da qualificação para o Grande Prémio de Emília Romagna, em Imola, um traçado que regressa após longa ausência, a exemplo com o que aconteceu com o passado Grande Prémio de Portugal, disputado no estreante circuito de Portimão.

Para 2021, está previsto um número recorde de provas, acima dos 22 programados para 2020, plano gorado devido à pandemia de Covid-19, que reduziu o Mundial a 17 corridas, uma delas em solo luso.

São 23 semanas fora de casa. Estamos a chegar a um ponto de saturação tal, que exigiria duas equipas” de apoio, criticou Christian Horner, que dirige a equipa da Red Bull.

Já o diretor da Williams, Simon Roberts, falou de um “sistema de rotação”, excluindo os pilotos, para que o staff possa descansar, enquanto o chefe da Haas, Gunther Steiner, mencionou o “risco de cancelamento” de várias dessas corridas devido à pandemia.

Uma solução lançada por vários diretores de equipas, além do piloto tailandês Alexander Albon, prende-se com a redução dos grandes prémios para dois dias, com apenas uma sessão de treinos, esperando as várias partes que a dona do campeonato, a Liberty Media, possa ainda fazer ajustes antes do anúncio oficial do calendário do próximo ano.

Sobre a inclusão da Arábia Saudita no programa, com vários jornalistas a mencionarem as violações de direitos humanos comandadas por esse país, o campeão em título, o britânico Lewis Hamilton, mencionou o desporto como “uma plataforma poderosa para iniciar mudança”, enquanto o diretor da “sua” Mercedes, Toto Wolff, e o diretor da Ferrari, Mattia Binotto, realçaram o “poder da união” trazido pelo futebol.