O presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa afirmou este sábado serem “sensatas e as possíveis” as medidas anunciadas pelo Governo de combate à Covid-19, considerando que equilibram com a necessidade de manter a atividade económica.

Cento e vinte e um municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador, devido à Covid-19, anunciou hoje o Governo.

Segundo Gonçalo Rocha, o conjunto de medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, no final do Conselho de Ministros extraordinário, inserem-se numa necessidade de “falar claro às pessoas”.

“São medidas sensatas e as possíveis em face do aumento de casos positivos na nossa região e, sobretudo, o equilíbrio que elas demonstram no que é o combate à pandemia e a travagem do aumento progressivo de novos infetados e a atividade económica, de que não nos podemos esquecer. São medidas equilibradas, embora sempre discutíveis”, disse.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa terá nove dos dez municípios que a constituem em confinamento parcial a partir de quarta-feira, num cenário em que Resende é o único concelho que fica fora das restrições.

Para o autarca socialista de Castelo de Paiva, “continuar a apelar às pessoas é a mensagem essencial”, concordando com o primeiro-ministro que de forma reiterada afirmou que o sucesso do combate à pandemia “depende muito do comportamento delas”.

“A nossa região também é muito atacada porque tem uma dinâmica económica, sobretudo nos municípios mais voltados ao [rio] Sousa, que é sobejamente conhecida. É quase inevitável o que está a acontecer e as pessoas já começaram a entender que têm de usar máscara, evitar aglomerados e convívios familiares e devem seguir regras de higiene”, acrescentou o presidente da CIM.

Gonçalo Rocha defende, ainda assim, que “nos estratos mais jovens, sobretudo nas escolas, a mensagem tem de ser mais forte”.

Segundo o primeiro-ministro, os restaurantes nestes 121 concelhos do continente não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22h30.

Os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22h00.

Também nestes territórios, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

Para definir a lista dos 121 municípios, foram incluídos os concelhos com mais de 240 casos de infeção com o vírus da covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 45,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.507 pessoas dos 141.279 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.