A Efanor Investimentos comprou mais 388 mil ações da Sonae Capital nos dias 30 de outubro e 2 de novembro, de acordo com um comunicado esta terça-feira enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Efanor, que lançou uma oferta pública de aquisição sobre a Sonae Capital, indicou que no dia 30 de outubro adquiriu 235.632 ações da sociedade, tendo comprado mais 153.244 títulos em 2 de novembro.

Tal como em ocasiões anteriores, a Sonae Capital recordou que a notificação destas operações “diz respeito a uma pessoa estreitamente relacionada com pessoas com responsabilidade de direção, na medida em que Duarte Paulo Teixeira de Azevedo, Ângelo Gabriel Ribeirinho dos Santos Paupério e Maria Cláudia Teixeira de Azevedo são membros do órgão de administração da Sonae Capital, SGPS, S.A. e membros do órgão de administração da Efanor Investimentos, SGPS, S.A.”.

Em 28 de outubro, a Efanor anunciou que tinha comprado mais 62 milhões de ações da Sonae Capital, no âmbito da oferta pública geral e voluntária de aquisição de ações, passando a deter 92,3% do capital social da empresa. De acordo com a informação remetida à CMVM, a Efanor adquiriu 62.364.172 ações, abaixo dos 81.608.638 títulos objetos da oferta.

A empresa já detinha, através da Pareuro, 168.391.362 ações da Sonae Capital.

Assim, após a oferta, a Efanor passou a deter 92,302% do capital social da empresa.

A Efanor, conforme indicado no mesmo documento, quer proceder à aquisição potestativa das ações não compradas na oferta em causa, se não forem verificados os pressupostos “previstos nos artigos 194.º e 195.º do Código de Valores Mobiliários”.

Em alternativa, e não se verificando aqueles pressupostos, mas os aplicados nas “alienas a) ou b) do n.º 1 do artigo 27.º do Código de Valores Mobiliários”, a empresa tem em vista promover a saída de bolsa da Sonae Capital.

“Caso alguma destas situações se verifique, as ações visadas serão excluídas de negociação no mercado regulamentado da Euronext Lisbon”, ressalvou.

Em 31 de julho, a Efanor, a maior acionista do grupo Sonae, lançou uma “oferta pública geral e voluntária de aquisição de ações representativas do capital social” da Sonae Indústria e Sonae Capital, segundo dois comunicados enviados, na altura, ao mercado.