O governo chinês vai incluir a resposta à pandemia no plano curricular de várias disciplinas, destacando o “sucesso” que a China teve em lidar com a Covid-19. A medida visa “ajudar os estudantes a compreender o facto básico de que o partido e o Estado colocam sempre a vida e a segurança do seu povo em primeiro lugar”, disse o ministro da Educação chinês, citado pelo The Guardian.

O programa será adicionado ao ensino básico e o conteúdo será transversal a várias disciplinas, como Biologia, Educação Física, História e Literatura. “Os estudantes vão aprender sobre as figuras chave e as ações que surgiram durante a prevenção pandémica […] e vai enriquecer o seu conhecimento sobre o sistema socialista com as características chinesas”, divulgou o Ministério da Educação da China.

A pandemia de Covid-19 começou a espalhar-se em Wuhan, no centro da China. Inicialmente, o governo chinês foi acusado por vários cientistas de tentar silenciar os médicos que denunciaram a situação, mas a China negou sempre as acusações.

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Depois do aumento do número de infeções nos primeiros meses, as autoridades de saúde chinesas conseguiram diminuir o número de casos através de lockdown e de testagem em massa. Atualmente, a China não supera os 50 casos diários — e praticamente todos são importados.

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Recentemente, o principal especialista em doenças infecciosas na China considerou improvável uma segunda vaga de infeções pelo novo coronavírus no país, numa altura em que os casos disparam em vários países europeus.

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A China já incluiu este ano outra modificação aos programas curriculares, ao promover e divulgar o “espírito lutador” do povo chinês.