O Governo prevê que este ano sejam realizadas menos um milhão e meio de consultas hospitalares e menos 152 mil cirurgias do que no ano anterior. Um cenário contrário ao que deverá acontecer nos centros de saúde, onde se estima que sejam feitas mais 75 mil consultas.

A notícia é avançada esta quinta-feira pelo jornal Público, que cita a nota explicativa do Orçamento do Estado (OE) para 2021 do Ministério da Saúde.

Até ao final do ano preveem-se 10,8 milhões de consultas hospitalares e 552 mil cirurgias. Comparativamente ao ano passado, serão menos 12,5% de consultas nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e menos 21,6% de cirurgias. Destas consultas prevê-se que haja menos 694 mil primeiras consultas (menos 19,4%) e menos 860 mil consultas subsequentes (menos 9,7%). As cirurgias programadas são as que se estimam que tenham uma maior redução: menos 142 mil (menos 23,5%).

Também se prevê uma redução nos episódios de urgência: menos 1.8 milhões, o que equivale a uma redução de 27,7%.

Já no caso dos cuidados de saúde primários (centros de saúde), o Ministério tutelado por Marta Temido prevê um aumento de 92,2% no número de consultas não presenciais: mais 8,5 milhões. Quanto às consultas presenciais, estima uma redução de 8 milhões de consultas em relação ao ano anterior (menos 39%). Até ao fim de 2020 preveem-se 31,6 milhões de consultas, das quais 12,6 milhões presenciais e 17,7 milhões não presenciais.

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Quanto às previsões para 2021, o Ministério da Saúde prevê uma recuperação das consultas presenciais em detrimento das não presenciais nos centros de saúde. Isto é, estima que sejam feitas mais 4 milhões de consultas presenciais (mais 32,8%) e à volta de menos 4 milhões de consultas não presenciais (menos 22,7%) do que o previsto para 2020. No total serão 31,7 milhões de consultas nos cuidados de saúde primários, das quais 16,7 presenciais e 13,7 não presenciais.

Relativamente aos hospitais, a previsão é de que em 2021 sejam realizadas mais 776 mil consultas do que o estimado para o ano anterior (mais 7,1%), das quais mais 347 mil primeiras consultas (12%) e 430 mil subsequentes (5,4%), e que sejam feitas mais 76 mil cirurgias (mais 13,8%) — mais 61 mil cirurgias programadas (15,4%). Em termos globais serão 11,6 milhões de consultas hospitalares — 3,2 milhões de primeiras consultas e 8,4 milhões de consultas subsequentes — e 628 mil cirurgias, das quais 532 mil programadas.

Além de se estimar também um aumento nos episódios de urgência para o próximo ano: mais 891 mil, ou seja, um aumento de 19,2% em relação ao que se projeta para 2020, num total de 5,5 milhões.